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Angélica Freitas destaca como ser lésbica influenciou sua linguagem poética

Angélica Freitas lança "Mostra Monstra" em janeiro de 2025 e destaca sua vivência como escritora na Alemanha e influências literárias.

Pedro Strelkow (Foto: Reprodução)
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Angélica Freitas, uma poeta e tradutora brasileira, vai lançar seu novo livro chamado “Mostra Monstra” em janeiro de 2025. A obra será publicada pela Círculo de Poemas e traz uma nova visão sobre sua carreira literária. Atualmente, ela vive na Alemanha, onde compartilha suas experiências como escritora e participa de um ciclo de leituras para poetas latino-americanos. Freitas, que nasceu em 1973 em Pelotas, é conhecida por livros como “Um útero é do tamanho de um punho” e “Rilke Shake”, que abordam temas feministas e experiências pessoais. Em uma entrevista, ela disse que seu tempo na Alemanha tem sido muito produtivo e destacou a importância do ciclo de leituras que organiza com a poeta venezuelana Regina Riveros. Freitas também comentou que sua identidade como lésbica influencia sua escrita, ajudando-a a entender melhor as sutilezas da linguagem. Ela está lendo autores húngaros como László Krasznahorkai e Agnes Nemes Nagy e acredita que as experiências da infância ainda impactam sua poesia. Com “Mostra Monstra”, Angélica Freitas continua a explorar questões relevantes e pessoais em sua obra.

A poeta e tradutora Angélica Freitas está prestes a lançar seu novo livro, “Mostra Monstra”, em janeiro de 2025. A obra será publicada pela Círculo de Poemas e promete trazer uma nova perspectiva sobre sua trajetória literária. Atualmente, Freitas reside na Alemanha, onde compartilha suas experiências como escritora e participa de um ciclo de leituras voltado para a comunidade poética latino-americana.

Freitas, nascida em 1973 em Pelotas, Rio Grande do Sul, é reconhecida por obras como “Um útero é do tamanho de um punho” e “Rilke Shake”. Sua poesia é marcada por temas feministas e experiências pessoais, influenciando diversas gerações. O livro “Um útero é do tamanho de um punho”, lançado em 2012, se tornou um marco na poesia contemporânea brasileira, recebendo o Prêmio APCA.

Vida na Alemanha

Em sua entrevista, Freitas destaca que sua vida de escritora na Alemanha tem sido enriquecedora. “Este foi o melhor ano em termos de trabalho”, afirma. Ela também menciona a importância do ciclo de leituras Probador de Poesías, que organiza com a poeta venezuelana Regina Riveros, promovendo a interação entre poetas latino-americanos na Europa.

A autora revela que sua experiência como lésbica influencia diretamente sua escrita. “Ser lésbica me preparou para usar a linguagem”, explica, referindo-se à necessidade de decifrar códigos e sutilezas em suas relações. Essa vivência moldou sua forma de expressar emoções e experiências em seus poemas.

Novas Leituras e Influências

Freitas também compartilha suas leituras atuais, que incluem autores húngaros como László Krasznahorkai e a poeta Agnes Nemes Nagy. Ela reflete sobre como experiências da infância ainda ressoam em sua poesia, afirmando que nunca se livrou completamente das impressões formadas na juventude.

Com o lançamento de “Mostra Monstra”, Angélica Freitas continua a consolidar seu espaço na literatura, trazendo à tona questões relevantes e pessoais, sempre com uma abordagem crítica e sensível.

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