- Elena Fortes, gestora cultural e cofundadora do festival Ambulante, foi nomeada membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
- A nomeação foi anunciada recentemente e a coloca ao lado de outros profissionais mexicanos que votarão no Oscar 2026.
- Fortes tem quase duas décadas de experiência no cinema documental e destaca a importância de contar histórias autênticas.
- Ela enfatiza a necessidade de diversificar as narrativas no Oscar para incluir vozes frequentemente ignoradas.
- Fortes também defende mais oportunidades de financiamento para produções internacionais e o papel do documentário na defesa dos direitos de comunidades migrantes.
Elena Fortes, gestora cultural e cofundadora do festival Ambulante, foi nomeada membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A decisão, anunciada recentemente, a coloca ao lado de outros profissionais mexicanos, como a atriz Adriana Paz e o diretor David Pablos, que votarão no Oscar 2026.
Com quase duas décadas de experiência no cinema documental, Fortes tem promovido histórias reais por meio do Ambulante, festival que fundou com Gael García Bernal e Diego Luna. “O documentário é o terreno mais fértil do cinema”, afirma Fortes, destacando a importância de contar histórias autênticas que possam provocar reflexão e questionamentos.
A nova integrante da Academia expressa orgulho em representar o México e ressalta a necessidade de diversificar as narrativas no Oscar. “Diversificar a Academia é também diversificar as histórias que chegam ao Oscar”, enfatiza. Para ela, isso significa trazer à tona vozes e talentos que frequentemente são ignorados.
Impacto do Documentário
Fortes considera que o Ambulante foi sua escola, onde aprendeu que existe um público interessado em documentários. “Quando você aproxima o cinema do seu contexto, o impacto é maior”, diz. Ela critica a subestimação do público latino, afirmando que essa visão é equivocada.
Ela cita documentários como *Presumed Guilty*, que influenciou debates sobre reforma da justiça no México, como exemplos do poder transformador do cinema. Fortes acredita que o documentário pode cultivar empatia e questionar discursos de ódio, especialmente em tempos de desinformação.
Desafios e Oportunidades
A gestora cultural destaca que a indústria cinematográfica enfrenta desafios, como a escassez de financiamento para produções internacionais. “É urgente criar mais oportunidades de financiamento, especialmente na fase de desenvolvimento”, defende. Para ela, isso é crucial para permitir que novas histórias sejam contadas.
Com o aumento de discursos anti-imigração, Fortes vê um papel fundamental para o documentário na defesa dos direitos de comunidades migrantes. “O cinema deve visibilizar o que está acontecendo e cultivar o pensamento crítico”, conclui.
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