- Consuelo Lins, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), relembra a experiência de filmagens do documentário “Edifício Master”, de Eduardo Coutinho.
- O filme, lançado em dois mil, aborda solidão e envelhecimento, e continua relevante.
- Durante uma reexibição na Lapa, Lins destacou que os personagens ainda refletem sobre a vida nas grandes cidades.
- A resistência do filme ao tempo é evidente, com depoimentos impactantes, como o de Daniela, que fala sobre sua solidão.
- Coutinho, descrito como um “pessimista otimista”, analisava questões sociais com profundidade, destacando a importância de ouvir histórias de vida.
Consuelo Lins, professora emérita da UFRJ, relembra a experiência de filmagens do documentário “Edifício Master”, de Eduardo Coutinho, que retrata a vida em um prédio de Copacabana. O filme, lançado em 2002, aborda temas como solidão e envelhecimento, e continua relevante, segundo Lins.
Durante uma reexibição do filme na Lapa, Lins destacou que os personagens ainda dialogam com o presente, refletindo sobre a vida em uma grande cidade e as complexidades da solidão. A professora, que também é autora do livro “O documentário de Eduardo Coutinho”, recorda o intenso aprendizado ao lado do diretor, que faleceu em 2014.
A resistência do filme ao tempo é notável, com personagens como Daniela, que expressa sua sociofobia e solidão. Lins enfatiza que, mesmo após várias visualizações, o impacto dos depoimentos permanece forte. A abordagem de Coutinho, que escutava sem julgamentos, permitiu que as complexidades humanas fossem reveladas.
Coutinho era descrito como um “pessimista otimista”, capaz de analisar questões sociais com profundidade. Um exemplo é a fala de Maria Pia, uma empregada doméstica que nega a pobreza no Brasil. Para Coutinho, essa contradição era essencial para entender a realidade brasileira. A herança deixada pelo diretor é a importância de ouvir e dar voz às histórias de vida.
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