- Slick Rick, de 60 anos, lança o álbum Victory, seu primeiro desde os anos noventa, em 2025, com produção que ele descreve como explorar várias direções musicais.
- O projeto foi produzido no âmbito da série Legend Has It… da Mass Appeal, com orientação de Nas; Idris Elba incentivou o álbum e Meji Alaba cuidou dos aspectos visuais.
- Victory foi gravado ao longo de um ano no Reino Unido, França e Estados Unidos, em clima de descontração e foco criativo, sem pressão de fãs.
- Rick também atua em outras áreas criativas, incluindo design de vitrine para a Saks Fifth Avenue, além de manter uma produção de mais de 300 batidas em seu acervo.
- O artista comenta o contexto imigratório atual nos Estados Unidos, destacando sua luta pela cidadania e criticando o endurecimento das ações do ICE.
Slick Rick, ícone do hip-hop, concedeu uma entrevista transparente em Nova York sobre o seu retorno musical. O artista de 60 anos falou sobre o novo álbum, o estado do hip-hop e suas visões sobre as operações de imigração nos EUA. A conversa ocorreu em um hotel de Manhattan, durante a divulgação de seu projeto mais recente.
Chamado Victory, o álbum é o primeiro de Rick desde os anos 1990 e tem 15 faixas. O projeto integra a série Legend Has It, da Mass Appeal, com orientação de Nas. Idris Elba promoveu a ideia do álbum após encontrar Rick em uma festa em 2021.
A produção mostrou um Rick ativo como beatmaker. Ele descreveu o processo como divertido, sem pressão, e enfatizou a construção de um repertório com mais de 300 batidas guardadas. O músico tem histórico de parceria com produtores, mas sinaliza o uso de seus próprios beats.
Rick comentou sobre o papel de origens diversas na sonoridade de Victory. As músicas transitam entre estilos clássicos do hip-hop, house e influências caribenhas, refletindo uma identidade global. Ele se colocou como britânico, jamaicano e americano em diferentes momentos da carreira.
O registro foi feito ao longo de um ano em três países: Reino Unido, França e Estados Unidos. Segundo o artista, as cenas de gravação lembraram sessões informais entre amigos, com descontração e bom humor, mais do que pressão de mercado.
Em termos de trajetória, Rick relembrou a estreia no Bronx Armory e a ligação com Doug E. Fresh. O músico revelou ter pago aluguel de forma rápida na época, o que ajudou a consolidar sua carreira no início dos anos 80.
A publicação de Victory ocorreu em meio a debates sobre imigração e políticas de ICE nos EUA. Rick dialogou sobre a dificuldade de conexões interculturais em um cenário de endurecimento de fronteiras, destacando sua própria experiência de cidadania.
Nos bastidores, a produção visual de Victory ficou a cargo de Meji Alaba, com participação da esposa de Rick na curadoria. A divulgação incluiu exibição em eventos como SXSW London e Tribeca Film Festival, ampliando o alcance do projeto.
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