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Novo álbum celebra os vissungos e a força dos tambores afro-mineiros

Álbum Vozes Vissungueiras resgata os vissungos, cantos de trabalho afro-mineiros, com Juçara Marçal, Tiganá Santana e Sérgio Pererê, preservando a memória da diáspora

Ilustração: Silvana Martins
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  • O álbum Vozes Vissungueiras reúne quinze cantos vissungos, celebrando a tradição afro-mineira de tambores e cantos de trabalho de Minas Gerais.
  • Participam Juçara Marçal, Tiganá Santana, Sérgio Pererê e o mestre vissungueiro Enilson Viríssimo, de Milho Verde, Serro.
  • A curadoria e direção musical são de Rita Teles, Luciano Mendes, Joana Corrêa e Salloma Salomão, com base em registros orais de comunidades quilombolas de Serro e Diamantina.
  • A produção envolve o grupo Mukuá – Laboratório de Estudos sobre Vissungos, que também trabalha em um documentário na região.
  • O projeto reforça a herança bantu e a valorização de cantos ancestrais, destacando a dimensão política da preservação cultural frente ao racismo cultural.

O novo álbum Vozes Vissungueiras reúne 15 cantos que exaltam os vissungos, cantos de trabalho e de resistência da tradição afro-mineira. O lançamento valoriza a memória de comunidades que preservam esse legado, associando tambores a um repertório de orixás e ancestralidade.

A produção reúne nomes de peso da cena afro-brasileira. Juçara Marçal, Tiganá Santana e Sérgio Pererê participam, ao lado do mestre vissungueiro Enilson Viríssimo, de Milho Verde, Serro. A obra também conta com a presença de percussionistas tradicionais.

Com direção musical de Salloma Salomão, o projeto tem curadoria de Rita Teles, Luciano Mendes e Joana Corrêa. A curadoria baseia-se em registros orais de Serro e Diamantina, em Minas Gerais, além de fontes como o livro de Machado Filho e referências históricas de cantos de escravos.

Origens, pesquisa e linguagem musical

A coletânea utiliza instrumentação que vai além da percussão, incluindo baixo, violão, guitarra e flauta. Mantém a carga das tradições, com timbres que soam ao mesmo tempo puros e contemporâneos, preservando a função ritual e a memória da diáspora africana.

Parcerias e produção ampliam o alcance do projeto: o Mukuá – Laboratório de Estudos sobre Vissungos trabalha em um documentário na região de Serro e Diamantina. O registro sonoro valoriza a dimensão política da herança bantu associada ao vissungo.

Contexto e propósito

Segundo Saloma Salomão, o projeto reconhece a herança bantu do vissungo e sua relação com a formação afrodiaspórica no Brasil. A iniciativa aponta para a necessidade de resgate de manifestações culturais que sofrem apagamento histórico, sem abrir mão da autenticidade sonora.

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