- Estudo com 9 mil pessoas em oito países mostrou que 97% não conseguem distinguir faixas criadas por IA de músicas reais, e 52% ficaram incomodados ao perceber que não conseguiam identificar.
- A pesquisa, encomendada pela Deezer e realizada pela Ipsos, ouviu três músicas por participante; 71% ficaram surpresos com o resultado.
- Há resistência do público: 80% querem que as faixas feitas por IA sejam claramente indicadas; 45% preferem que plataformas excluam completamente esse tipo de música.
- Casos de IA na música já ganharam espaço, como a banda Velvet Sundown, que teve sucesso com faixas criadas por IA e depois admitiu o uso da tecnologia; também houve controvérsias envolvendo artistas fictícios como Sienna Rose e Xania Monet.
- A discussão envolve impactos na indústria: 70% acreditam que música totalmente gerada por IA pode ameaçar o sustento de músicos e compositores.
O que aconteceu: um estudo com 9 mil pessoas revelou que a maioria não consegue distinguir faixas criadas por IA de músicas reais. O levantamento, encomendado pela Deezer e conduzido pela Ipsos, avaliou audições em oito países. O resultado aponta uma dificuldade generalizada de identificação.
Quem está envolvido: a pesquisa envolveu brasileiros, canadenses, britânicos, franceses, norte-americanos, holandeses, alemães e japoneses. A Deezer publicou os dados, divulgando uma percepção pouco favorável ao reconhecimento de IA na música.
Quando e onde: o estudo foi realizado e divulgado em novembro de 2025, abrangendo respostas coletadas recentemente nesses oito mercados. O tema ganha destaque à medida que plataformas enfrentam upload de faixas geradas por IA.
Por quê: o conteúdo gerado por IA já ocupa espaço expressivo nos streamings. A Deezer afirma receber cerca de 60 mil faixas de IA por dia, correspondentes a 39% dos uploads diários. O Spotify removing 75 milhões de faixas de IA como spam confirma o desafio para plataformas.
Aprofundando: o estudo mostra que 97% dos entrevistados não conseguiu diferenciar IA de música real. 71% ficaram surpresos com o resultado e 52% se disseram incomodados por não identificar.
Mudanças na percepção: 55% têm curiosidade sobre esse tipo de conteúdo e 66% ouviriam IA pela curiosidade. Ainda assim, há resistência: 80% desejam indicação clara de IA, 45% querem exclusão total, 40% pulam faixa se souberem que é IA.
Indústria e impactos: 73% desejam saber se a IA está sendo indicada nas recomendações, 52% defendem que faixas inteiramente criadas por IA sejam excluídas das paradas, e 65% contestam o treinamento de IA com obras protegidas por direitos autorais.
Casos emblemáticos: artistas de IA já aparecem em plataformas. A banda Velvet Sundown teve mais de 1 milhão de streams em semanas, mas admitiu ter músicas, arte e publicidade geradas por IA, gerando protestos na indústria. Dois outros nomes ganharam notoriedade: Sienna Rose e Xania Monet.
Sienna Rose, cantora de soul, lançou 45 faixas em curto intervalo no fim de 2025. Mesmo assim, a artista alcançou popularidade, com faixas na playlist Viral 50 do Spotify e mais de 2,6 milhões de ouvintes. A identidade da artista tem gerado debates sobre autoria.
Xania Monet, contratada por Hallwood Media por 3 milhões de dólares, tornou-se notícia mundial. A persona é associada à poetisa Talisha Jones, que afirma que grande parte das letras é inspirada em sua vida. A artista já soma centenas de milhares de ouvintes.
Confronto com o público: diante da possibilidade de convivência entre música real e IA, surge a pergunta se a era da música artificial chegou de forma irreversível. A tendência apontada pelo estudo é de crescente presença de faixas criadas por IA nas plataformas, com resistência ainda relevante entre o público.
Entre na conversa da comunidade