- Nesta terça-feira, 17, encerrou o Carnaval do Rio de Janeiro no Grupo Especial, com as últimas quatro escolas desfilando na Marquês de Sapucaí.
- Paraíso do Tuiuti abriu a noite com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, destacando a tradição afro-cubana; a escola teve 25 alas, 5 carros e 3.100 componentes, encerrando pouco antes do limite de setenta minutos.
- Unidos de Vila Isabel trouxe uma homenagem a Heitor dos Prazeres com o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”; Sabrina Sato segue como rainha de bateria, após um contratempo com um carro que precisou ser desmontado para seguir caminho.
- Acadêmicos do Grande Rio mostrou o manguebeat, movimento que mistura ritmos regionais com sonoridades globais, buscando um olhar crítico sobre desigualdade e meio ambiente; Virginia Fonseca estreou como rainha de bateria, em live na Twitch, e houve vaias durante a apresentação.
- Acadêmicos do Salgueiro fecha a noite com enredo em homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, criada pela equipe criativa liderada por Jorge Silveira e Leonardo Antan.
A terceira e última noite do Carnaval do Rio de Janeiro lotou a Marquês de Sapucaí para a apresentação das últimas quatro escolas do Grupo Especial. O desfile ocorreu nesta terça-feira (17), com Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro concluindo as 12 agremiações. O objetivo é definir o título de 2026.
A Sapucaí recebeu o público que acompanhou o segundo desfile da noite, com cada escola trazendo enredos e novidades. A organização manteve o cronograma e o percurso dentro do tempo permitido para as apresentações.
Paraíso do Tuiuti
A Paraíso do Tuiuti abriu a noite com o enredo Lonã Ifá Lukumi, explorando a vertente afro-cubana. O carnavalesco responsável é Jack Vasconcelos, que conduziu a escola de São Cristóvão pela avenida. A corte de bateria foi conduzida pela rainha Mayara Lima.
A escola contou com 25 alas, 5 carros e 3100 componentes. O intérprete Pixulé destacou a ancestralidade iorubana em performance que conectou África, Cuba e Brasil. O desfile foi concluído dentro do tempo máximo permitido.
Unidos de Vila Isabel
A Vila Isabel levou para a Sapucaí o enredo Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África, assinado por Leonardo Bora, Gabriel Haddad e Vinicius Natal. Sabrina Sato manteve o posto de rainha de bateria, recebendo apoio do marido, Nicolas Prattes, antes de entrar na avenida.
A escola enfrentou um contratempo: um carro ficou preso sob viaduto e precisou ser parcialmente desmontado para seguir. O remanejamento foi rápido e a agremiação retomou o desfile sem maiores dificuldades.
Acadêmicos do Grande Rio
A Grande Rio apresentou um enredo sobre o manguebeat, movimento cultural de Recife que mistura maracatu, rock, hip-hop e eletrônica. O objetivo é evidenciar influências globais e locais, discutindo desigualdade social e a relação com o meio ambiente.
Antes do desfile, Virginia Fonseca estreou como rainha de bateria e transmitiu o aquecimento ao vivo pela Twitch. Durante a preparação, a artista recebeu vaias ao ser anunciada.
Uma baiana da escola chegou a desmaiar diante dos jurados durante o evento, gerando preocupação entre o público presente.
Próximas escolas
Encerrando o Carnaval do Grupo Especial, o Salgueiro fará homenagem a Rosa Magalhães, falecida em 2024, com o enredo A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, do bacalhau e do pirata da perna-de-pau. O projeto criativo é de Jorge Silveira, com participação de Allan Barbosa e Ricardo Hessez.
Contexto adicional sobre a edição anterior indica que a vitória de 2025 da Beija-Flor foi influenciada por fatores discutidos por especialistas.
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