- O duo Sámi Article 3, formado por Alice Marie Jektevik (36) e Petra Laiti (30), vive em uma vila rural no nordeste da Noruega e encontra na região Sápmi a inspiração para o trabalho.
- Antes, o grupo era visto como o único duo feminino Sámi; hoje há mais DJs Sámi mulheres e uma demanda crescente por festas de música indígena.
- O som mistura joik (canto tradicional) com batidas e throat singing, abrindo espaço para apresentações em florestas, no inverno, e em clubes durante festivais de verão.
- No sábado, as duas apresentam uma noite com música Sámi e de povos indígenas do mundo, em Kirkenes, na Noruega, para o festival Barents Spektakel, com visuais ao vivo.
- A valorização da identidade Sámi entre jovens aumenta a participação em artes e cultura, e as fronteiras entre países influenciam funding e escolhas de carreira; Barents Spektakel acontece de 19 a 22 de fevereiro, com o tema “the border crossed us”.
A dupla Sámi de DJs conhecida como Article 3 mistura joik, canto de garganta e batidas modernas para valorizar a identidade indígena. Formada por Alice Marie Jektevik, 36, e Petra Laiti, 30, a dupla mora em uma vila rural no nordeste da Noruega, em Sápmi, região tradicional que se estende por Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia.
A origem do projeto remonta a 2018, quando Jektevik e Laiti consolidaram um núcleo feminino na cena de DJs regionais. A atuação envolve encontros de encontro de comunidades, ensino de técnicas e busca por espaços seguros para apresentações, especialmente para mulheres Sámi.
A proposta musical de Article 3 parte do joik, uma tradição vocal Sámi, aliado a batidas eletrônicas e canto de garganta. Os shows costumam acontecer tanto em plataformas ao ar livre quanto em ambientes fechados, integrando visuais ao vivo.
Barents Spektakel em Kirkenes
Neste sábado, a dupla leva a mistura de música Sámi e sonoridades indígenas ao Barents Spektakel, festival de arte em Kirkenes, na Noruega, próximo à fronteira com a Rússia. O evento acontece de 19 a 22 de fevereiro, com foco no tema “a fronteira nos cruzou”.
Laiti, originária da Finlândia, e Jektevik, da Noruega, destacam que o festival reforça a mobilidade cultural imposta pelas fronteiras da região. A agenda inclui música indígena de várias partes do mundo, com apresentações que combinam música ao vivo e visuais.
Os organizadores pretendem criar um espaço de encontro para jovens Sámi, que passam a maior parte do tempo produzindo artes, aprendendo ofícios tradicionais e exercitando o pertencimento identitário. O objetivo é ampliar a visibilidade de artistas indígenas e ampliar oportunidades de carreira.
Crescente protagonismo indígena
A dupla aponta que o protagonismo cultural indígena tem crescido entre jovens Sámi, que passam a demonstrar orgulho e a entender seus direitos com maior clareza. Em espaços sociais e festivais, há interesse por artes que unem tradição e contemporaneidade.
A dinamicidade da cena inclui a presença de mulheres Sámi na música eletrônica, observam as artistas. O repertório, que mescla tradições com produções modernas, gera uma atmosfera de celebração e inclusão nos clubes e festivais.
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