- Rush anuncia a turnê de reestreia R50, com 24 shows na Europa e na América do Sul, além de 58 apresentações na América do Norte; o Reino Unido visita em março de 2027.
- A volta da banda aconteceu por causa da amizade entre Geddy Lee e Alex Lifeson, que há seis décadas mantém parceria e decidiram falar juntos sobre o retorno.
- A banda manteve o foco em soar fiel às antigas composições, mantendo as passagens e a estrutura dos shows, mesmo com um novo baterista.
- Anika Nilles, de quarenta e dois anos, é a nova baterista escolhida; ela passou por audições em Canadá, após receber indicação de um técnico de baixo.
- A motivação para o retorno foi a soma do vínculo entre Lee e Lifeson e a lembrança do saudoso Neil Peart, cuja ausência foi marcada pela história da banda.
Geddy Lee e Alex Lifeson, membros remanescentes do Rush, falaram juntos sobre a banda durante uma conversa com jornalistas em um hotel de Londres. O grupo anunciou a turnê R50, com 24 shows extras na Europa e na América do Sul, além das 58 datas originais na América do Norte. A reunião ocorreu após Lifeson viajar para a Europa para exames de saúde, acompanhado de Lee.
Os dois indicaram que o retorno do Rush não é apenas pela música, mas pela amizade que os une há seis décadas. Disseram que o reencontro começou em jantares de jam sessions e evoluiu para uma decisão firme de voltar aos palcos. A dupla enfatizou que o objetivo é manter a identidade do Rush, especialmente nos arranjos e na performance ao vivo.
Entre os fundadores, a vaga na bateria foi um ponto crítico. Anika Nilles, de 42 anos, foi escolhida como nova percussionista após audições realizadas em Canadá, em março do ano passado. Lee e Lifeson destacaram a importância de manter o DNA dos shows, ao mesmo tempo em que a nova integrante traz “energia própria” ao conjunto.
Lifeson contou que as primeiras sessões com Nilles foram desafiadoras, com ajustes no encaixe entre bumbo, tarola e chimbal. Lee acrescentou que a química começou a ficar clara apenas na última sessão de testes, quando a drummer “acertou o espírito” das composições e a dinâmica interna entre os músicos.
Apesar da ausência de Neil Peart, ex-baterista falecido em 2020, Lee lembrou que a banda sempre valorizou a amizade entre seus integrantes. Lifeson elogiou a dedicação de Peart, enquanto Lee ressaltou o carinho do público pela história do grupo e pela relação entre os colegas.
A dupla manteve o tom de neutralidade sobre o novo ciclo, reiterando foco na precisão musical e na preservação do legado do Rush. Questionados sobre o que muda com a nova formação, eles disseram que há espaço para a personalidade de Nilles sem abandonar os padrões históricos da banda.
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