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Billy Corgan sugere possível conluio entre MTV e CIA para sabotar o rock

Corgan acusa MTV e CIA de depurar o rock; a reportagem aponta continuidade do rock na TV nos anos noventa, via decisões comerciais e chartings.

Billy Corgan.
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  • Billy Corgan afirmou no podcast que rock foi “dialado para baixo” na cultura e sugeriu, sem provas, possível conluio entre MTV e a CIA para enfraquecê-lo.
  • Análises históricas indicam que o rock continuou presente na MTV em 1998 e 1999, com videoclipes de bandas como Korn, Hole, Blink-182 e outros figurando no topo.
  • A programação da MTV sempre foi influenciada por publicidade, priorizando conteúdos que atingissem o público entre 12 e 24 anos e atraíssem anunciantes, o que favoreceu estilos mais comerciais.
  • Reações de bastidores variaram: Kurt Loder concordou com Corgan; Joseph Kahn sugeriu que a separação do rock da sexualidade ajudou a migração para o rap.
  • O texto também aponta críticas à fase mais madura da Smashing Pumpkins no final dos anos noventa (álbuns Machina e Adore) e à percepção de que a banda perdeu o impulso roqueiro anterior.

Billy Corgan afirmou no podcast The Magnificent Others que o rock foi intencionalmente reduzido na cultura. A declaração aconteceu na semana passada, com ele atribuindo a mudança a MTV, Viacom e, segundo ele, até à CIA. O tom foi contundente e direto.

Corgan alegou que, entre 1997 e 1998, a MTV teria considerado o rock fora de linha e migrado o foco para o rap. Ele disse ter presenciado a mudança, embora não apresentasse provas públicas à época. A posição gerou perguntas sobre a veracidade das afirmações.

Contexto da indústria musical

Relatos de arquivos da Billboard indicam que, em novembro de 1998 e outubro de 1999, vídeos de rock ainda estavam entre os 10 mais vistos, com artistas como Korn, Hole, Barenaked Ladies e Blink-182. O cenário mostrava coexistência de pop e rock na programação.

A explicação da dinâmica de anúncios ajuda a entender a mudança de foco. A rede dependia de publicidade para vender entre 12 e 24 anos, tornando favoráveis artistas com maior apelo entre esse público, o que ampliaria o espaço para hits teen.

Repercussões entre veteranos da indústria também são citadas. Kurt Loder confirmou de forma sucinta a pergunta sobre a alegação. Joseph Kahn comentou que o rock perdeu espaço quando se afastou do sexo, segundo sua visão sobre o debate criativo em videoclipes.

Atribuir participação da CIA ao colapso do rock permanece sem confirmação. A agência não respondeu a pedidos de comentário sobre as declarações de Corgan. A hipótese, no entanto, não foi descartada por completo por comentaristas da época.

Ainda sobre o tema, Shirley Manson, do Garbage, observou que o rádio passou a favorecer um som mais seguro e comercial, o que teria contribuído para o esvaziamento de bandas femininas dos anos 90. A fala retrata uma percepção crítica da transição musical.

Quanto à trajetória dos Smashing Pumpkins, a crítica recai sobre a virada criativa no final dos anos 90. Álbuns como Machina: The Machines of God receberam avaliações negativas, enquanto Adore foi visto como tentativa de mudança de rumo que não atingiu o mesmo impacto anterior.

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