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Promotor afirma que indústria de shows está quebrada no julgamento da Live Nation

Justiça acusa Live Nation e Ticketmaster de monopólio em shows; defesa sustenta competição, e julgamento pode redesenhar a indústria de entretenimento ao vivo

The Live Nation logo is displayed on a mobile phone with Ticketmaster branding seen in the background in this photo illustration in Brussels, Belgium, on October 25, 2025. (Photo by Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images)
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  • O Departamento de Justiça iniciou o julgamento antitruste contra Live Nation e Ticketmaster, afirmando que as empresas usaram monopólio para se beneficiar, e não artistas, fãs ou locais.
  • O governo acusa que a Live Nation vincula o acesso a seus palcos aos serviços de promoção e força locais a assinarem contratos longos com a Ticketmaster.
  • A defesa sustenta que a Live Nation não tem poder monopolista e que o mercado de entretenimento ao vivo é competitivo.
  • O procurador citou o modelo de negócios “flywheel” da empresa e citou falhas na tecnologia da Ticketmaster, além de cobrar altas taxas cobradas aos fãs.
  • O julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, terá testemunhas como os artistas Kid Rock e Ben Lovett, entre executivos da empresa.

O Departamento de Justiça abriu processos contra Live Nation e Ticketmaster, acusando as duas empresas de uso ilegal de poder monopolista para favorecer seus próprios serviços, não artistas, fãs ou locais. O julgamento antitruste começou oficialmente na terça-feira, 3 de março, após a seleção do júri, nos Estados Unidos.

Segundo a acusação, o grupo de entretenimento ao vivo utilizou sua rede de arenas para pressionar artistas a contratar a promoção da Live Nation e forçou locais a assinarem contratos longos com a Ticketmaster, adquirida pela empresa em 2010. A meta é desmembrar o conglomerado e alterar práticas no setor.

A defesa negou as alegações, afirmando não possuir poder monopolista. Advogado da companhia sustentou que o mercado é competitivo e que cada cliente é disputado em um ambiente competitivo. O conjunto de argumentos aponta para uma disputa entre plataformas de promoção, bilheteria e arenas.

Fatos principais

O processo, que pode redesenhar o setor de shows ao vivo, já teve uma fase de seleção de jurados e envolve diversas testemunhas, incluindo artistas. A Justiça sustenta que a Live Nation criou um “flywheel” que integrou promoção, venda de ingressos e locais, dificultando a concorrência.

O DOJ ressalta ainda que a Ticketmaster cobra altas taxas, consideradas as maiores já registradas, e cita mensagens internas sugerindo desrespeito aos consumidores. Em contraponto, a Live Nation contesta a participação de apenas uma parcela do mercado de mais de 20 mil locais disponíveis nos EUA.

Defesa e próximos passos

A defesa destaca que a Ticketmaster representa aproximadamente 5% dos preços de ingressos e que há várias opções de bilhetagem. O time jurídico afirma que a empresa não controla sozinha o mercado e que o objetivo é oferecer variedade ao público.

O julgamento, com duração prevista de cinco a seis semanas, conta com testemunhas de peso e executivos da empresa, incluindo o CEO Michael Rapino, além de artistas como Kid Rock e Ben Lovett. O desfecho pode redefinir regras do setor de entretenimento ao vivo.

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