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Harry Styles mostra versatilidade em Kiss All the Time. Disco, Occasionally

Harry Styles lança Kiss All the Time. Disco, Occasionally, álbum em busca de amor e iluminação, subvertendo gêneros com batidas pesadas e experimentação sonora

harry styles album review
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  • Harry Styles lança o quarto álbum, Kiss All the Time. Disco, Occasionally, buscando amor, êxtase, iluminação e diversão.
  • O disco mistura bass pesado, coral gospel, instrumentos diversos, e transita entre rock-pop, orgânico e sintetizado, explorando livremente sons e eras.
  • A voz de Styles às vezes fica em segundo plano, com foco na experiência sensorial, nos grooves e nos timbres, em vez de apenas na melodia ou no ego do artista.
  • As quatro faixas de abertura são fortes: Aperture, American Girls, Ready, Steady, Go!, Are You Listening Yet?, com Dance No More mantendo o clima dançante.
  • O álbum também tem momentos mais contemplativos, como The Waiting Game e Carla’s Song; encerra com Carla’s Song, sugerindo iluminação interior e empatia, em vez de apenas romance.

O álbum Kiss All the Time. Disco, Occasionally., de Harry Styles, apresenta uma direção sonora que varia entre disco, pop e experimental, conduzida por uma busca por amor, êxtase e iluminação. O projeto marca uma ruptura em relação aos trabalhos anteriores do artista, com produção de Kid Harpoon e foco em sensorialidade e experiência.

A obra emerge após Styles ter excursionado por 22 meses em turnês que percorreram os anos de 2019 a 2023. O músico diz ter iniciado uma nova relação com o público, buscando a sensação de estar entre a plateia, dançando e cantando com estranhos. A dupla com Kid Harpoon permanece como eixo criativo, desfazendo fronteiras sonoras.

O som é propositalmente mais sensorial do que centrado na figura do cantor. A voz de Styles muitas vezes fica comprimida na mixagem, dando destaque a batidas graves, grooves e texturas de baixo. Letras que aparecem como parte de uma experiência, e não apenas de um enredo, são uma marca do álbum.

Destaques e propostas musicais

O disco abre com faixas que costumam figurar entre os destaques de divulgação. Em Aperture, o clima é etéreo e dançável; American Girls traz cadência de baixo agressivo; Ready, Steady, Go! mistura linha de Chic com efeito de avião em dois tempos; Are You Listening Yet? remete a referências de LCD Soundsystem e de produção de Rihanna. Dance No More utiliza sintetizadores oitentistas aliados a vocais de coral.

Nem tudo segue o mesmo caminho dançante. The Waiting Game e Carla’s Song trazem arranjos que vestem melodias pop com roupagens de disco. Coming Up Roses avança para uma balada orquestral, com uma grande formação de 39 instrumentistas. Paint by Numbers explora a persona de ídolo pop, com instrumentação que inclui trompas francesas e teclado semelhante a mellotron. Pop levanta questões sobre fama e imagem.

Temas e abordagem

O álbum aborda liberdade em várias frentes, incluindo a sexual e a estética de consumo. Em muitos trechos, Styles deixa de priorizar a linha de voz para valorizar a experiência sonora. O projeto transita entre rock-pop, sintetizadores orgânicos e produções encaradas como jam sessions. Em seu conjunto, a obra celebra a experimentação sem depender de definições rígidas.

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