- Kim Gordon lança o álbum solo Play Me, marcado por ritmos electro e a voz com tom de poder.
- O trabalho chega após a parceria com o produtor Justin Raisen, iniciada em 2016, que abriu caminho para o novo projeto solo.
- Play Me traz sátira afiada sobre a cultura americana contemporânea, com humor e tom contundente.
- O álbum inclui faixas com referências a playlists temáticas e a diálogo gravado entre Gordon e a colega Julia Cafritz, dos 1990s Free Kitten.
- Gordon descreve o projeto como uma extensão de seu impulso artístico, mantendo a curiosidade sobre o que vem a seguir.
Kim Gordon lança seu segundo ato solo com o álbum Play Me, divulgado neste mês. A artista de Sonic Youth aparece mais livre e inspirado, mantendo o peso de sua trajetória na história do rock independente.
Após a dissolução do Sonic Youth em 2011, Gordon mergulhou na arte visual e em Body/Head. Em 2016, iniciou uma parceria com o produtor Justin Raisen, que a incentivou a explorar um disco solo. O arranjo combina sua estética total-trash com um manejo de batidas modernas.
O álbum anterior, The Collective (2024), consolidou a química entre Gordon e Raisen, com um som que mescla rock agressivo e batidas de trap. Play Me amplifica esse caminho, priorizando ritmos eletrônicos distorcidos e a voz carregada de atitude.
Play Me apresenta humor ácido sobre a cultura americana atual, com observações afiadas sobre a vida contemporânea. A cantora comenta que há muitas risadas contidas no disco, além de uma raiva justificada em várias faixas.
Entre as faixas, destaca-se o título Play Me, que traz referências a playlists temáticas de Spotify, em tom irônico. Outra faixa, Busy Bee, utiliza um diálogo de uma antiga parceria de Gordon, em formato de clip acelerado pelo produtor Dave Grohl.
Gordon costuma manter-se reservada em entrevistas e, na conversa com a revista, mantém os óculos escuros. A artista já havia explicado em suas memórias que prefere evitar exposição pública, mantendo o foco em seu processo criativo.
A influências citadas incluem Mark E. Smith, Cat Power e Nirvana, artistas que moldaram sua visão de apresentação de palco, sem abandonar uma dimensão de vulnerabilidade. A lufada de ar cru no palco é vista como parte de seu atractivo.
Sobre a relação entre arte visual e música, Gordon reforça que percebe a produção musical como uma extensão de seu universo plástico. Ela descreve o trabalho como uma forma de pensamento espacial, não apenas como som.
A cantora ressalta que o objetivo é manter a curiosidade ativa. Em depoimento, ela afirma que continua buscando o que surge, sem definidas metas de grandiosidade, apenas o que se apresenta no estúdio.
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