- Roger Clyne lança o álbum Hell to Breakfast com a banda The Peacemakers, seu nono disco de estúdio e o primeiro desde Native Heart (2017).
- Ao mesmo tempo, ele celebra os 30 anos de Fizzy Fuzzy Big & Buzzy, lançado em 1996; a festa do 30º aniversário acontece em 14 de março no Yucca Tap Room, em Tempe.
- O disco foi, em grande parte, auto produzido; Clyne escreveu nove das dez faixas, coescreveu uma com Miles Nielsen, e Shelby Stone participa em Getaway.
- A formação atual da banda é Roger Clyne (vocal/guitarra), P. H. Naffah (bateria), Nick Scropos (baixo) e Jim Dalton (guitarra).
- Clyne segue na trajetória independente e planeja uma extensa turnê em 2026 para promover Hell to Breakfast; não define um prazo para próximos lançamentos.
Roger Clyne celebra 30 anos da história que começou com os Refreshments e lança o álbum Hell to Breakfast com a banda The Peacemakers. O retrato inclui o impacto do grupo, o contexto do deserto de Arizona e a sua ligação com a fronteira mexicana.
Nos anos 90, os Refreshments ganharam destaque em Tempe, Arizona, com hits como Banditos e a faixa instrumental Yahoos and Triangles. O conjunto se separou em 1998, dando origem ao projeto Roger Clyne & the Peacemakers, hoje premiado pela continuidade musical.
O novo álbum Hell to Breakfast chega em meio a um hiato de nove anos desde Native Heart. Clyne compõe a maior parte das faixas, com participação de Miles Nielsen em uma faixa e gravação em estúdios do Texas Hill Country. A obra reflete transformações pessoais e políticas.
A formação atual da banda reúne Clyne, P.H. Naffah, Nick Scropos e Jim Dalton, que também dirige a Railbenders. Dalton elogia a dedicação de Clyne às letras e à música, destacando a disciplina do trabalho criativo do colega.
Entre as faixas, destaca-se American Drugs, coescrita com Nielsen, que narra um coração partido em Nogales. Shelby Stone participa de Getaway, duetando com Clyne, concluindo a ideia de círculo entre gerações de artistas ligados ao projeto.
O legado de Clyne é marcado pela integração entre culturas nativas e mexicanas, presente desde o período em que estudava espanhol imerso em Ensenada. A estética sonora mistura o Sonoran Desert com influências regionais, mantendo a identidade independente.
Além da música, Clyne envolve-se em causas públicas. Seu envolvimento na defesa de terras públicas nos EUA ganhou visibilidade após atuação ao lado do filho Rusty, em oposição a propostas de venda de áreas públicas que foram derrotadas no Congresso.
O ecossistema cultural de Clyne inclui o Circus Mexicus, festival anual que ocorre em Puerto Peñasco, no México. A edição deste ano está programada para o final de maio, com lineup em construção, mantendo o evento independente das questões migratórias e de fronteira.
Antes de a música ganhar projeção, Clyne mergulhou em cursos de imersão em espanhol e estudos de ethnografia. O repertório de Ensenada moldou a sonoridade de ambas as fases: Refreshments e Peacemakers, consolidando uma identidade norteada pelo deserto e pela miscigenação cultural.
Para marcar três décadas da estreia de Fizzy Fuzzy Big & Buzzy, os Peacemakers promovem em 14 de março uma festa de 30 anos na área de estacionamento do Yucca Tap Room, em Tempe, onde o álbum original foi lançado. A turnê de 2026 celebra Hell to Breakfast e faz reverência ao legado de Banditos.
Saga de independência segue firme. Clyne evita pressões de gravadoras e mantém a banda na estrada até que Hell to Breakfast alcance quem precisa ouvir. O foco permanece em entregar música que reflita a experiência desértica e a autenticidade de sua geografia.
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