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Tamer Nafar usa John Lennon como musa para contar passado e futuro

Tamer Nafar lança álbum solo que mescla memória familiar, hip‑hop e crítica sociopolítica, em turnê europeia que destaca resistência palestina

Palestinian Rapper Tamer Nafar Tells Stories of a Past and Future
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  • Tamer Nafar, cofundador do DAM, lança o álbum solo In the Name of the Father, the Imam e John Lennon, mesclando história familiar, hip‑hop e crítica sociopolítica.
  • A turnê europeia passou por sete cidades, incluindo Birkenhead, Londres, Berlim e Paris, com foco em organizar a sequência das músicas para transmitir a mensagem com clareza.
  • O álbum traz temas de identidade, censura e resistência, além de retratar a vida em Lydda, a relação com a faixa de Gaza e a pressão de viver como cidadão árabe em Israel.
  • Em faixas como Go There e NaNa, Nafar aborda negligência estrutural, discriminação e a fusão de árabe e inglês, contando com colaborações de artistas palestinos e da diáspora.
  • O trabalho privilegia performance e experimentação instrumental, com diferentes instrumentistas em cada cidade e uma abordagem teatral para a apresentação ao vivo.

Tamer Nafar está em Amsterdã, já tinha se apresentado em sete cidades europeias, incluindo Londres, Berlim e Paris, durante a divulgação de seu primeiro álbum solo. Em In the Name of the Father, the Imam & John Lennon, o rapper e cofundador do DAM busca ajustar a apresentação para contar a história com a sequência que melhor transmite a mensagem.

Nafar cresce em Lydda, cidade próxima a Tel Aviv, onde a pobreza, o abandono e a violência moldaram sua visão de mundo. Através do hip hop, ele encontrou uma via de expressão que conectou suas vivências com o cenário político de Palestinians vivendo sob ocupação.

O disco combina memórias familiares, militância e a própria luta pela sobrevivência, com faixas que misturam árabe e inglês e abordam temas como fronteiras, preconceito e censura. A obra também revela a evolução sonora após décadas de atuação com o DAM.

Um projeto de vida e memória

A faixa de abertura coloca em evidência a parede que separa Gaza de Israel, apresentando a voz de jovens rappers da região como parte do diálogo musical. A produção envolve músicos locais em cada cidade da turnê, gerando um som que dialoga com o espaço e o tempo de cada performance.

O que se vê é uma convivência entre experiência pessoal e crítica sociopolítica, construída a partir de fragmentos que nasceram de interrupções na carreira e de momentos de censura. O álbum dialoga com a tradição familiar, a fé e a modernidade do hip hop.

Nafar descreve o processo criativo como diferente do trabalho com o DAM, com uma montagem mais dispersa e menos previsível. Em vez de uma rotina de estúdio, ele reuniu peças, samples e colaborações de diferentes países, buscando a melhor sequência para a narrativa musical.

Novos formatos e público

A apresentação também se beneficia da encenação teatral, que ajuda a planejar o setlist, o ritmo de cada faixa e o uso do espaço cênico. Em palco, o artista opta por instrumentos variados, com músicos que acompanham a turnê em cada cidade.

No todo, o álbum funciona como um testemunho artístico de presença e resistência, buscando humanizar a causa palestina por meio da música. A obra enfatiza que a dor, a perda e a memória não são apenas temas, mas motivações para a criação. Este material foi originalmente produzido pela Rolling Stone MENA.

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