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Pupillo celebra 30 anos do Afrociberdelia e destaca cultura como matéria-prima

Pupillo lança álbum solo aos 30 anos de Afrociberdelia, unindo forró, pífano, jazz e hip-hop, e reforça a cultura como matéria-prima

O músico Pupillo. Foto: Lola Magalhãez/CartaCapital
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  • Pupillo, ex-baterista da Nação Zumbi, lança seu primeiro álbum solo após anos de atuação como produtor.
  • Afrociberdelia, que completa trinta anos, é apresentado como marco por conectar a música brasileira a sonoridades globais, reforçando a cultura como matéria-prima.
  • O disco Pupillo tem doze faixas instrumentais que misturam forró, pífano, jazz e hip-hop, com participações de Céu, Carminho, Amaro Freitas, Davi Moraes e Alberto Continentino.
  • Além de trabalhar com o álbum, ele já produziu nomes como Gal Costa, Erasmo Carlos e Nando Reis e atua nas bandas de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.
  • O músico afirma que o trabalho é uma memória de Pernambuco e da cultura nordestina, e defende que álbuns, e não apenas singles, têm efeito duradouro.

Pupillo, ex-baterista da Nação Zumbi, lança o primeiro álbum solo da carreira, marcado pela habilidade de fundir diferentes elementos musicais. O projeto chega 30 anos após o marco Afrociberdelia, de 1994, e reforça a transição do músico para a produção musical independente. Em entrevista à CartaCapital, ele explica que a experiência na produção do segundo disco da banda despertou o interesse em ampliar horizontes além do instrumento.

Para Pupillo, Afrociberdelia representa a conexão entre a música brasileira e o restante do mundo, com a ideia de usar a cultura como matéria-prima para dialogar com plateias globais. Ele relembra o contexto do Nordeste na época, quando artistas da cultura popular enfrentavam ostracismo, e afirma que o Manguebeat ajudou a resgatar autoestima e ampliar o alcance dessas tradições.

O álbum solo de Pupillo, intitulado Pupillo, reúne 12 faixas instrumentais que percorrem forró, pífano, jazz e hip-hop. Participam Céu e Carminho, Amaro Freitas no piano, Davi Moraes na guitarra e Alberto Continentino no baixo. O trabalho, segundo o artista, é uma memória musical que traz a presença forte do Nordeste e o recado de uma trajetória de produtor que se consolida.

O artista também destaca a atuação fora dos palcos: já produziu nomes como Gal Costa, Erasmo Carlos e Nando Reis, além de colaborar com as bandas de Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Em suas palavras, o álbum busca permanecer no tempo, diferente da música concebida para ser consumida apenas como single. O projeto, afirma, conta uma história ligada a lembranças da infância e da cultura de Pernambuco.

Sobre o álbum e a produção

O disco de Pupillo é apresentado como uma síntese de memórias e de uma abordagem de produção que privilegia a durabilidade das obras. A mistura de referências regionais com influências globais demonstra a visão do músico de manter a cultura local como força criativa. A obra já está disponível e reforça a atuação de Pupillo como produtor de talento diverso no cenário nacional.

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