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Brasileiras dão vida a Tina Turner em musical

Duas atrizes negras dividem o papel de Tina Turner no musical brasileiro em São Paulo, impulsionando o protagonismo racial e atingindo mais de 95 mil espectadores

Analu Pimenta, de 39 anos, e Carol Roberto, de 20, dividem a responsabilidade de viver Tina Turner e celebram o avanço do protagonismo negro nos palcos do país
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  • O musical “Tina – O Musical” no Teatro Santander, em São Paulo, tem Analu Pimenta, 39, e Carol Roberto, 20, dividindo o papel de Tina Turner.
  • A montagem já atraiu mais de 95 mil espectadores desde 26 de fevereiro e fica em cartaz até 12 de julho.
  • Analu faz quatro sessões semanais; Carol atua em três turnos fixos por semana, em sistema de revezamento.
  • A peça retrata a vida de Tina, com foco em temas como racismo e violência doméstica, destacando o protagonismo negro nos palcos brasileiros.
  • A história teve início com a proposta de Analu em 2020, interrompida pela pandemia e retomada na versão brasileira, com as atrizes destacando a transformação do mercado de teatro.

Analu Pimenta, 39, divide com Carol Roberto, 20, o papel de Tina Turner no musical que estreia no Brasil. A produção já recebeu mais de 95 mil espectadores desde fevereiro, em São Paulo. A escolha reforça o protagonismo negro nos palcos do país.

A temporada, que começou em 26 de fevereiro, continua até 12 de julho no Teatro Santander. A dupla se revezará em sessões, mantendo quatro apresentações semanais para o público. O elenco enfrenta um repertório com mais de 25 números musicais.

O musical narra a trajetória de Tina Turner dos 16 aos 48 anos, destacando a virada de carreira e a ascensão internacional. A produção valoriza a resistência da artista frente a diversos obstáculos.

Analu afirma que a oportunidade chega em um momento de transformação do mercado. Ela comenta a evolução do acesso de atrizes pretas a papéis de destaque e a importância de oportunidades desde jovens.

Carol, a Tina Alternante, acumula experiência desde o The Voice Kids Brasil e em trabalhos de dublagem. Ela ressalta o desafio de manter o desgaste físico do papel e a responsabilidade de representar a cantora.

A dupla comenta o processo de criação do espetáculo. A produção foi estruturada a partir de Analu, com Carol acompanhando o desenvolvimento do papel ao longo dos ensaios.

O elenco realiza sessões de treino intenso, com cenários e figurinos que totalizam mais de 700 itens. O papel exige disciplina vocal, coreográfica e interpretação constante.

A direção ressalta que Tina é um dos papéis femininos mais exigentes do teatro musical. As artistas valorizam o esforço compartilhado para manter a qualidade da performance.

Carol planeja negócios no cinema e em projetos de televisão, além de metas no conjunto musical. Analu pretende novos projetos vocacionados ao público jovem e à dublagem.

Por trás das cortinas

As artistas destacam a rotina intensa, com três horas de apresentação e altos voos vocais. A dupla descreve o desafio de manter o equilíbrio entre canto, dança e atuação.

Analu também trabalha como fonoaudióloga, adaptando a voz para soar fiel à icônica cantora. Ela enfatiza que a interpretação carrega dor e trajetória, não apenas técnica vocal.

Ao longo do processo, Carol revela que a dupla se apoia mutuamente. O método de ensaio priorizou integração entre as duas atrizes desde o início.

A produção discute temas como racismo e violência doméstica. O musical propõe reflexão por meio da trajetória de Tina Turner. O objetivo é informar sem perder o encanto do show.

A direção confirma que o público tem reagido com interesse e identificação. A montagem busca manter a fidelidade à história real enquanto oferece leitura atual do impacto de Tina.

Ao encerrar a temporada, as artistas já proyectam novos projetos. O espetáculo segue em cartaz até julho, mantendo o foco em performance técnica e expressão artística.

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