- Bob Dylan, 85 anos, escreveu um op-ed raro vinculado ao aniversário de 80 anos do presidente Donald Trump.
- Na coluna, ele destaca os prós de envelhecer: liberdade de fugir da pressão do tempo e a sensação de ser “um rei antigo” menos sujeito a convenções.
- Entre os contras, ele cita que o fogo da alma ainda pede ações, o corpo já não acompanha, nada surpreende e as ilusões se esvanecem.
- A peça faz parte de uma série do New York Times com octogenários, incluindo Liza Minnelli, Robert De Niro e Art Garfunkel.
- Dylan encerra dizendo que aos 80 o tempo não avança e que quem se move são as pessoas.
Bob Dylan publicou uma reflexão sobre os prós e contras de completar 80 anos em uma peça de opinião rara, feita em torno do aniversário de Donald Trump, que também chegou aos 80. A matéria foi veiculada pelo New York Times.
Aos 85 anos, o músico aborda a passagem do tempo de forma direta, apontando que a idade traz liberdade de esperanças e ilusões perdidas. O texto associa o marco aos sentimentos de independência em relação a pressões do passado.
Entre os aspectos positivos, Dylan ressalta a sensação de não ter mais que perseguir cronômetros ou controlar tudo, descrevendo-se como um líder emocional de um país que já mudou. A frase central sugere uma mudança na percepção de controle sobre a própria vida.
Entre os pontos negativos, o artista descreve o impulso ainda presente para agir, confrontado pelo corpo que já não responde da mesma forma. O texto também menciona o esgotamento de ilusões e a percepção de que o tempo não move-se como antes.
Contexto e autoria
O op-eds em torno do aniversário de Trump reúne octogenários de destaque, incluindo artistas e atores, conforme a edição do jornal. O objetivo é explorar, a partir de diferentes perspectivas, o que significa chegar aos 80 anos na atualidade. O conjunto de relatos visa apresentar visões diversas sobre a idade em meio a um momento político relevante.
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