- Boy George e o Culture Club regravaram “Karma Chameleon” usando IA para replicar o timbre vocal da versão original de 1983.
- O lançamento chega em formatos digitais e vinil (vermelho, dourado e verde), com arte de capa reformulada, marcando o início da empresa Artist Included.
- A gravação teve voz gerada por IA treinada com demos arquivados e é acompanhada por instrumentação nova; a voz é a única parte assistida pela IA.
- O projeto busca reorganizar economia da indústria, dando maior participação aos artistas nas receitas, após anos de discordâncias sobre direitos de master.
- O próximo single reregravado será “Do You Really Want to Hurt Me”; há conversas com editoras e outros artistas dos anos oitenta e noventa, mas sem nomes divulgados.
O vocalista Boy George e o Culture Club regravaram Karma Chameleon, clássico de 1983, com uso de IA para reproduzir características vocais da gravação original. O lançamento contempla formatos digitais e vinil colorido em vermelho, dourado e verde, com arte de capa reinventada. Boy George atua como diretor criativo.
A novidade funciona como abertura da iniciativa Artist Included, empresa de tecnologia musical criada por Paul Kemsley, gerente de Boy George, e o advogado e produtor Jeremy Rosen. A gravação nova teve produção de JJ Blair e Roy Hay, com contribuição do produtor original Steve Levine.
A decisão de redesenhar a faixa partiu de uma busca por controle sobre o caminho da música e de questões econômicas associadas aos mestres. Boy George afirma que o objetivo é ter voz sobre o uso comercial de seu trabalho e manter a relevância da canção para o público.
Segundo Kemsley, Branson pagou cerca de 4 milhões de dólares pela aliança entre Virgin Records e Culture Club, com parte destinada aos detentores dos masters. O músico recebeu apenas cachê de participação no passado, sem domínio sobre os mestres.
A IA foi treinada com demos arquivadas licenciadas por Levine, enquanto os instrumentais foram gravados por Hay, Craig e músicos de sessão. Apenas a performance vocal sofreu a intervenção da IA, mantendo o espírito da gravação original.
O projeto é visto como tentativa de reequilibrar a economia da indústria, segundo Kemsley. Ele aponta que milhões são gerados pelo single ao longo de décadas, enquanto o artista nem sempre recebe parte relevante. O conceito prevê maior participação do artista nas receitas.
A Cultura Club também teve uma disputa recente com o ex-baterista Jon Moss, resultando em pagamento elevado. O anúncio explica que Moss não participa do novo trabalho, nem tem direito a porcentagem sobre as novas-master revenues, enquanto continuará a receber receitas de publishing por composição.
O próximo passo envolve a regravação de Do You Really Want to Hurt Me, com IA preparada para treinar novamente a voz de Boy George. A equipe já entrou em conversas com editoras e artistas dos anos 80 e 90, sem divulgações de nomes, e o tom tem sido de aberto diálogo, sem pressão de venda.
Boy George lembra que chegou a cogitar que a IA não funcionaria, mas afirma ter ficado satisfeito com a nova versão, que preserva o som da época e traz a experiência adquirida ao longo dos anos. O debate sobre IA e direitos de mestres continua como ponto central para os envolvidos.
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