- O filme “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro, estreou no 53º Festival de Cinema de Gramado em 15 de agosto.
- A produção, que já ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, será lançada nos cinemas brasileiros em 28 de agosto.
- O ator Rodrigo Santoro recebeu o Troféu Kikito de Cristal em homenagem aos seus 30 anos de carreira.
- A trama aborda o envelhecimento e a resistência em um Brasil distópico, focando na personagem Tereza, de 77 anos, que enfrenta a convocação do governo para se mudar para uma colônia habitacional.
- “O Último Azul” foi pré-selecionado para o Oscar de 2026 e será exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto.
O 53º Festival de Cinema de Gramado teve sua abertura na sexta-feira, 15, com a exibição de “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro. O filme, que já conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim, estreia nos cinemas brasileiros em 28 de agosto. Para marcar a ocasião, o tradicional tapete vermelho foi substituído por um tapete azul.
Rodrigo Santoro, parte do elenco, recebeu o Troféu Kikito de Cristal em homenagem aos seus 30 anos de carreira. O ator, que completa 50 anos em agosto, é conhecido por seu trabalho em produções como “Bicho de Sete Cabeças” e “300”. O longa aborda a resistência e o envelhecimento em um Brasil distópico, onde idosos são transferidos para colônias habitacionais.
A trama segue Tereza, interpretada por Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos que enfrenta a convocação do governo para se mudar para uma colônia. O filme reflete sobre laços humanos e a luta pela dignidade na velhice, enquanto atravessa os rios da Amazônia. A produção já foi premiada em outros festivais, incluindo o Festival Internacional de Cine en Guadalajara, onde Weinberg foi reconhecida pela sua atuação.
Temas e Reflexões
Gabriel Mascaro destaca que o filme aborda a dicotomia entre a juventude e a velhice, apresentando um corpo rebelde que ainda deseja viver. A atriz Denise Weinberg enfatiza a relevância do tema, que discute o etarismo e a invisibilidade dos idosos na sociedade contemporânea. Ambos ressaltam a importância de ambientar a história na Amazônia, com um elenco predominantemente local.
Após a exibição em Gramado, “O Último Azul” será apresentado no Festival Internacional de Cinema de Toronto e busca uma indicação ao Oscar de 2026 como Melhor Filme Internacional. O filme se junta a outros projetos brasileiros que têm ganhado destaque em festivais internacionais, refletindo um momento positivo para o cinema nacional.
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