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Chega o momento de abandonar o termo podcast

Com a migração de podcasts para vídeo, o rótulo perde sentido; shows substituem podcasts, com YouTube e Netflix centralizando o consumo

Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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  • Em 2025, o YouTube passou a destacar podcasts com componente de vídeo, tornando a definição de podcast quase irrelevante e aproximando formatos de talk shows de TV de podcasts.
  • Em 2026, há defesa para abandonar o termo, substituindo-o por “shows” para publicidade e marketing; plataformas como YouTube e Netflix centralizam o consumo.
  • Executivos e veículos de mídia dizem que muitos programas já não são chamados de podcasts e passam a ser tratados como “shows”, com foco em atrair anunciantes.
  • A distribuição está cada vez mais concentrada em plataformas como YouTube, com Netflix buscando adicionar podcasts e parcerias com grandes redes.
  • Mesmo com o fim provável do rótulo, o áudio-only deve permanecer, mas como parte de formatos independentes ou de versões de vídeo, não como prioridade.

Em 2025, o YouTube já destacava podcasts com componente de vídeo, fazendo com que formatos de talk show de TV passem a competir com podcasts em popularidade. A definição de “podcast” ficou ambíqua, segundo a análise.

Em 2026, especialistas defendem abandonar o termo e usar a palavra “shows” para publicidade e marketing. Plataformas como YouTube e Netflix centralizam o consumo, levando Barnos e debates sobre o fim do rótulo para a prática.

Em meio a isso, a prática de rotular conteúdos passa por uma mudança: séries de conversa com apresentador e vídeos passaram a ocupar o mesmo terreno de produção que podcasts, elevando o conteúdo a um patamar de shows.

Os relatos indicam que muitos criadores já não chamam seus formatos de podcasts, adotando o termo “shows” internamente. Executivos de mídia indicam que o termo é mais atrativo para anunciantes e alcance, incluindo nomes de celebridades.

Distribuição também se reorganiza. A audiência de podcasts mensais no YouTube ultrapassa um bilhão de visualizações, e a Netflix estaria considerando adicionar conteúdos em formato de podcast. A plataforma tem promovido conteúdos com estilo de talk show.

Com esse movimento, o YouTube passa a ser visto como um espaço de consumo de vídeo que funciona como televisão, com conteúdos de entrevista e debates em formato próximo ao de programas tradicionais. A mudança pode sinalizar uma transição de público.

No âmbito do áudio, especialistas dizem que o formato deverá permanecer, mas com menos ênfase em podcasts puros. Conteúdos em áudio deverão continuar existindo, sobretudo sob produção independente, com versões em áudio de programas em vídeo.

Conforme o cenário evolui, a expressão “podcast” tende a desaparecer, em favor de termos que descrevam melhor a experiência de consumo atual. A pergunta futura seria menos sobre o que é um podcast e mais sobre o que foi um podcast.

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