- Paul Mescal e Josh O’Connor falam sobre The History of Sound, romance entre personagens, censão de partes futuras e o custo de interpretar papéis em quatro anos de produção.
- O filme acompanha Lionel, um cantor do Sul dos Estados Unidos, e David, um musicólogo, que se reencontram durante uma expedição para coletar canções folclóricas após a Primeira Guerra Mundial.
- Ambos destacam a vulnerabilidade de cantar e como a atuação pode deixar marcas emocionais, além de comentar a recepção a Aftersun, filme que rendeu reconhecimento a ambos.
- Mescal admite considerar uma “rationing” de projetos no futuro, possivelmente alternando entre cinema e teatro, para evitar esgotamento criativo.
- O’Connor também fala em tirar um tempo off para equilibrar carreira e vida pessoal, com planos de se manter fora do radar entre projetos.
Paul Mescal e Josh O’Connor concederam uma entrevista sobre The History of Sound, filme ambientado na Primeira Guerra e no encontro de dois homens que vivem um romance. A produção ficou quatro anos em busca de financiamento e conclusão.
Os atores falam da vulnerabilidade da música, do custo de interpretar personagens complexos e de como manter o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. O filme retrata Lionel, um cantor rural, e David, um musicólogo que se reencontram durante uma expedição musical.
O histórico recente de ambos inclui grandes lançamentos. Mescal está envolvido em projetos de alto perfil, como Hamnet, enquanto O’Connor tem outras estreias em cartaz. Mesmo assim, os dois destacam o orgulho pelo The History of Sound.
Entre os temas, destacam a presença de canções na narrativa, a ideia de intimidade sem ser musical e o desafio de manter a qualidade criativa diante de campanhas de divulgação e prazos extensos.
A dupla comenta a experiência de atuar juntos, a troca de confidências no set e a percepção de que a arte exige sacrifícios. Eles ressaltam a importância de preservar a saúde mental diante da pressão de Hollywood.
Sobre o futuro, Mescal sinaliza a necessidade de reduzir a carga de trabalhos para evitar saturação criativa. O’Connor aponta que também planeja uma pausa para equilibrar vida pessoal, carreira e bem-estar.
Os atores refletem ainda sobre o impacto de Aftersun e a distância entre reconhecimento comercial e expressão artística. Ambos defendem escolhas que preservem a qualidade do trabalho e a própria sanidade.
Nenhum dos dois traça planos conclusivos; a ideia é manter o foco no presente, com a previsão de retomar projetos de maior densidade em momentos oportunos, sem abrir mão da saúde e da privacidade.
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