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Iniciamos empresa de produção televisiva com foco sustentável

Firm de TV britânica opera off-grid com painéis solares e baterias recicladas, reduzindo viagens e gerando empregos locais na região de Yorkshire

Emily and Tom Dalton (right) installed solar panels to generate energy for post-production work
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  • Emily e Tom, casal já envolvido em séries e cinema, dizem ser a primeira empresa de produção off-grid no Reino Unido, criada em maio de 2020 perto de Masham, North Yorkshire.
  • Investiram aproximadamente £11,5 mil em 18 painéis solares e 126 baterias recicladas de Nissan Leaf, com capacidade de 98 kilowatt-horas, para garantir fornecimento estável e reduzir custos com energia.
  • A pandemia de Covid-19 exigiu adaptações, com pós-produção feita remotamente e maior consumo de energia; a localização isolada também gerou quedas de energia.
  • A empresa também atua em reflorestamento local e busca produzir de forma sustentável, gerando empregos nas comunidades e reduzindo viagens, priorizando produção local para maior representatividade.
  • O setor audiovisual tem metas da Bafta albert de abandonar geradores a combustíveis fósseis até 2030; em 2024, produções britânicas atingiram consumo significativo de combustível fóssil, impulsionando ações de transporte mais sustentável; a companhia planeja produzir material original alinhado à filosofia sustentável.

Emily e Tom, um casal que já trabalhou em séries como The Greatest Show Never Made e The Fake Sheikh, criaram perto de Masham, North Yorkshire, a primeira empresa de produção off-grid do Reino Unido. A iniciativa, lançada em maio de 2020, foca em tornar cinema e TV mais responsáveis ambientalmente.

Com o lockdown da Covid-19, foram instalados mais sistemas e equipamentos do que o previsto, incluindo soluções para água, resíduos e energia. Nas atividades de pós-produção, que normalmente requerem deslocamento, a equipe passou a trabalhar remotamente, elevando o consumo de energia local.

Sustentabilidade em prática

A escolha por energia solar foi definida após descartar a geração eólica pela localização, que exigiria turbina em altitude improvável. O investimento de cerca de £11.500 instalou 18 painéis solares e 126 baterias recicladas de Nissan Leaf, com capacidade de 98 kWh. A previsão é enfrentar variações climáticas regionais com menos impactos na conta de energia.

A produção também investe em reflorestamento, identificando áreas degradadas por ventos fortes para plantio de árvores. Tom destaca que esse trabalho não visa lucro, mas reduzir desperdícios e promover mudanças na indústria audiovisual.

Transformação e desafios da indústria

Grandes empresas do setor assinaram compromissos para migrar para energia temporária limpa até 2030, em parceria com a Albert, braço sustentável da Bafta. Dados de 2024 indicam que produções no Reino Unido consumiram mais de três milhões de litros de combustível fóssil em geradores, com mais da metade dependendo de combustíveis fósseis.

A Bafta Albert ressalta que viagens e transporte respondem por cerca de 65% da pegada de carbono das produções em 2024. No caso da Factual Fiction, a transição para energia solar eliminou a necessidade de deslocamentos para pós-produção, segundo Emily. Anteriormente, ela viajava diariamente para facilities em Leeds.

Planos futuros e impactos locais

Ao manter as produções locais, a equipe pretende ampliar oportunidades de emprego na região e ampliar a diversidade, favorecendo narrativas de diferentes comunidades. Tom aponta que decisões criativas ainda passam por centros de produção em Londres, apresentando um desafio a ser superado.

A dupla também mira produzir material original alinhado ao conceito sustentável. Questionamentos sobre o interesse de outras empresas em aderir a essa prática surgem como parte do novo ano de atividades, segundo Emily.

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