- A diretora americana Tricia Tuttle permanece no cargo do Berlinale após a controvérsia sobre liberdade de expressão ligada à Gaza; será considerado um novo código de conduta para combater o antisemitismo.
- A crise começou na gala de premiação da 76ª edição, quando vencedores criticaram ações de Israel em Gaza.
- O ministro da cultura alemão, Wolfram Weimer, realizou reunião de crise; houve rumores de demissão de Tuttle, que disse ter enfrentado críticas sobre discurso de ódio.
- Apoio internacional foi maciço, com mais de 2.800 artistas manifestando-se em carta aberta em defesa de Tuttle, e dirigentes de Cannes, Toronto e Sundance alinhados ao movimento.
- O Berlinale, que recebe cerca de 40% de financiamento do governo, vai implementar medidas para fortalecer o festival, incluindo um fórum consultivo e um código de conduta, mantendo o compromisso de combater o antisemitismo.
Trícia Tuttle, diretora americana do Berlinale, permanecerá no cargo após a controvérsia sobre Gaza. O Ministério da Cultura alemão afirmou que a edição terá um código de conduta para combater o antissemitismo.
A tensão aumentou após o gala de premiação da 76ª edição, quando vencedores criticaram ações de Israel. Críticas chegaram a insinuar que Tuttle deveria ser demitida por suposta incitação ao ódio.
O ministério convocou uma reunião de crise, após reportagens de que Tuttle poderia perder o cargo. A pressão envolveu figuras da indústria cinematográfica global apoiando a diretora.
Mais de 2.800 cineastas, incluindo Tilda Swinton e Nancy Spielberg, assinaram uma carta pública defendendo a permanência de Tuttle e a liberdade de expressão artística.
Várias diretorias de festivais internacionais apoiaram a decisão de manter Tuttle. A repercussão incluiu críticas ao que foi visto como intervenção governamental na gestão cultural.
Medidas propostas
O Ministério informou que o Berlinale criará um fórum consultivo e um código de conduta para orientar conduta institucional, com foco em combater o antissemitismo.
A supervisão também prevê reforçar a independência editorial e apoiar a diversidade de perspectivas, mantendo a integridade do festival, segundo o órgão.
O Berlinale, que recebe cerca de 40% de financiamento do governo alemão, busca equilíbrio entre apoio público e autonomia artística, diante de críticas sobre posicionamentos políticos.
Tuttle afirmou que continuará na direção e que trabalhará para implementar as recomendações do comitê, preservando a independência do festival e a confiança de sua comunidade.
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