- A Comissão Europeia avisou que pode suspender o aporte de € 2 milhões ao Fondazione Biennale caso a organização siga adiante com a participação da Rússia na edição de 2026.
- A decisão de incluir a Rússia é considerada, pela comissão, contrária aos padrões éticos e aos valores europeus, podendo levar à rescisão ou suspensão do contrato se houver violação.
- Organizadores disseram que a Rússia participará, o que gerou críticas de Ucrânia e de ministros de cultura de 22 países, que solicitaram rethink.
- O presidente da Biennale, Pietrangelo Buttafuoco, disse ter convidado pessoas de áreas de conflito para compartilhar pontos de vista; o governo italiano de Giorgia Meloni é contra a participação russa.
- A vice‑presidente da Comissão e o comissário de cultura disseram que, se mantida a decisão, poderão adotar novas medidas, incluindo a suspensão ou o término do apoio da União Europeia.
A Comissão Europeia anunciou que pode suspender ou rescindir o acordo de €2 milhões com a Venice Biennale caso os organizadores mantenham planos de incluir a Rússia na edição de 2026. O festival ocorre em Veneza, na Itália, entre 9 de maio e 22 de novembro. A ação discutida envolve apoio a projetos de cinema ligados ao evento.
A agência destacou que qualquer transgressão aos padrões éticos é tratada como violação contratual. O porta-voz Thomas Régnier afirmou que não cabe prever a decisão dos advogados da UE sobre quebra de contrato, mas reiterou que a participação russa não está alinhada com valores europeus.
A Comissão enfatizou que, em caso de descumprimento, o contrato pode ser suspenso ou encerrado. O financiamento facilita projetos de cinema apresentados no âmbito da Biennale de artes contemporâneas.
Reações internacionais
Ministros de Cultura de 22 países, incluindo a Ucrânia, pediram que a Biennale reveja a decisão, citando danos à vida cultural da Ucrânia. O grupo argumenta que conceder uma plataforma internacional à Rússia envia um sinal negativo diante do conflito.
O governo italiano se manifestou contrariamente à participação da Rússia. O governo destacou a necessidade de apoiar valores democráticos, diálogo e liberdade de expressão na cultura europeia.
Próximos passos
A vice-presidente da Comissão, Henna Virkkunen, e o comissário de Cultura, Glenn Micallef, sinalizaram que podem adotar novas medidas. Entre as opções estão a suspensão ou o término do apoio financeiro à Fundação Biennale caso a decisão permaneça.
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