- Timothée Chalamet, 30 anos, era favorito ao Oscar de Melhor Ator por Marty Supreme, mas perdeu para Michael B. Jordan na temporada que começou com o favoritismo da crítica.
- A campanha foi agressiva, com turnês internacionais e ativações de divulgação; o lema do filme reforçou a ideia de “sonhe grande”, o que gerou debate público.
- O ator já havia sido indicado a Melhor Ator por Um Completo Desconhecido e Me Chame Pelo Seu Nome; venceu Globo de Ouro e Critics Choice Awards em outras ocasiões.
- Polêmicas surgiram ao falar sobre balé e ópera, sugerindo que artes clássicas não podem morrer; as declarações geraram piadas e repercussão entre votantes.
- A indefinição de votos na reta final, juntamente com a idade de Chalamet, alimentou a pressão de rivais e foi apontada como fator para a queda do favoritismo.
Timothée Chalamet teve sua trajetória no Oscar de Melhor Ator marcada por uma reviravolta: antes favorito, passou a ser alvo de críticas e piadas após o desfecho da temporada de premiações. O ator de 30 anos concorreu com Marty Mouser, papel que exigiu sete anos de preparação para retratar um mesatenista da década de 1950.
A campanha de divulgação de Marty Supreme o colocou em evidência, com a ideia central de acreditar no sonho como motor da atuação. Em retrospecto, Chalamet reconheceu que o discurso sobre obsessão gerou desconforto entre parte do público e da crítica.
A campanha promocional ganhou tom agressivo, envolvendo turnês internacionais, ativações de marca e contato próximo com fãs. Em entrevistas, o astro ressaltou a importância de promover o filme de forma intensa para alcançar o reconhecimento, inclusive em eventos no Brasil.
Críticos de renome elogiaram o desempenho de Chalamet ao longo de 2025, com revistas destacando a possibilidade de ele se firmar entre os grandes nomes do cinema independente. O Globo de Ouro, ao premiar ele como Melhor Ator em Comédia, reforçou o impulso na corrida ao Oscar.
No entanto, a temporada sofreu reviravoltas. Michael B. Jordan venceu o Actor Awards, e Robert Aramayo levou o BAFTA, influenciando a leitura de votos entre os membros da Academia. Esses resultados desconectaram o favoritismo inicial de Chalamet.
Entre as controvérsias, uma entrevista sobre balé e ópera gerou reação negativa. Em meio às críticas, o ator afirmou que não desejava que artes clássicas morressem, mas defendia que cinema precisa manter a popularidade junto ao público.
O contexto de idade também entrou na balança. Adrien Brody foi o último a vencer com idade abaixo de 30, e a Academia costuma premiar intérpretes com mais tempo de estrada. A derrota no Oscar, porém, não encerrou possibilidades futuras para Chalamet.
Relatos de bastidores apontam que parte dos eleitores pode ter ficado mais resistente a premiar um concorrente jovem cercado de polêmicas, conforme análises publicadas no The New York Times. Esse fator ajudou a esfriar o favoritismo de Chalamet na reta final.
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