- Pedro Bial conduziu o painel “Documentário além da tela” no Rio2C 2026, na tarde desta terça-feira, 26, discutindo o impacto do gênero no Brasil.
- O tema abordou como hábitos de consumo mudam rapidamente e plataformas disputam atenção, elevando a audiência dos documentários.
- Dois vetores do sucesso do gênero aparecem em lados opostos e complementares: tecnologia digital que amplia captação e edição, e plataformas de streaming que buscam títulos para seus catálogos, com bom retorno sobre investimento.
- Participaram do debate Camila Appel, Paulo Renato Soares e Patrícia Koslinski, discutindo o papel dos documentários para gerar conversas e influenciar percepções sociais e culturais.
- Bial destacou que o gosto do público é imprevisível e que o sucesso depende da excelência da produção audiovisual brasileira, além de mencionar um disclaimer sobre a participação de obras da Globo para representar o cenário.
Pedro Bial comandou o painel Documentário além da tela, no Rio2C 2026, na Cidade das Artes, na tarde desta terça-feira (26). O encontro debateu o impacto e a relevância do gênero no Brasil diante de hábitos de consumo acelerados e da disputa por atenção entre plataformas.
A apresentação destacou que nem pesquisas nem algoritmos captam completamente o gosto do público. Bial afirmou que cada obra tem uma receita própria, difícil de reproduzir, e apontou que o documentário cresce em audiência e influência diante de outros gêneros.
Entre os temas, o jornalista enfatizou a relação entre tecnologia e produção: câmeras acessíveis, edição ampliada e a onipresença de dispositivos que favorecem a captação. Além disso, as plataformas de streaming criam catálogos competitivos, com alto retorno sobre investimento.
Participantes do painel
No debate, participaram Camila Appel (roteirista e diretora), Paulo Renato Soares (repórter) e Patrícia Koslinski (head de curadoria de não ficção da Globo). Eles discutiram como o documentário ultrapassa o entretenimento e passa a provocar debates, revisitar memórias e influenciar percepções sobre temas sociais e históricos.
Bial ressaltou que as obras produzidas pela Globo são referência, sem impor exclusividade, e que o sucesso do documentário no Brasil está ligado à qualidade da produção audiovisual e ao talento dos profissionais envolvidos.
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