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Tim Sweeney explica como o metaverso pode funcionar na prática

Tim Sweeney e Saxs Persson discutem interoperabilidade, padrões abertos e economia compartilhada para o metaverso, destacando passos e desafios

Tim Sweeney on stage at the Game Developers Conference in 2019.
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  • Tim Sweeney define o metaverso como uma experiência social online em 3D, em tempo real, feita com você e seus amigos.
  • A interoperabilidade e padrões abertos são vistos como essenciais, com avanços em formatos de conteúdo e exemplos de padrões da web.
  • A ideia é permitir que itens e conteúdos percorram diferentes ambientes, mediante acordos econômicos e regras técnicas, com modelos de revenue sharing no Fortnite.
  • O processo deve acontecer aos poucos, com padrões abertos surgindo gradualmente e os motores de jogo se conectando por meio de formatos compartilhados.
  • Os executivos destacam que abrir o ecossistema não é zero-sum: a competição saudável entre empresas pode impulsionar o crescimento e a adoção do metaverso.

O CEO da Epic, Tim Sweeney, e o vice-presidente executivo Saxs Persson falaram sobre o metaverso após o evento State of Unreal, na GDC. O objetivo foi esclarecer o que é esperado para transformar a visão em prática, com foco em interoperabilidade e modelos de negócio.

Durante a apresentação, a Epic destacou novidades como ferramentas de animação de humanos virtuais, um amplo marketplace de ativos digitais e novidades na economia criativa do Fortnite. No centro das discussões esteve a viabilização de um metaverso que conecte diferentes experiências digitais.

Para Sweeney, o metaverso é uma experiência social em 3D em tempo real, onde amigos interagem em um espaço único. Persson reforçou a ideia de que mais escolhas e mais pessoas tornam o ambiente mais divertido, ainda que o conceito seja aplicado de forma gradual.

Interoperabilidade e economia entre plataformas

Os executivos discutiram padrões abertos para formatos de arquivos e a necessidade de standards que permitam a interoperabilidade básica entre engines como Unreal e Unity. A ideia é facilitar a transferência de conteúdo entre plataformas, com atenção especial a aspectos técnicos e de padrões de comportamento.

Quanto à economia, Sweeney citou a importância de regras que permitam compartilhamento de receita entre ecossistemas. A possibilidade de usar itens cosméticos entre jogos distintos dependeria de acordos econômicos e de conformidade com normas de conteúdo e avaliações.

Cenário de mercado e estratégias da Epic

A dupla destacou que a abertura de ecossistemas não implica sumir com estruturas existentes, mas ampliar a conectividade entre experiências. O objetivo é que itens, como roupas digitais, possam circular entre diferentes ambientes, aumentando o interesse de desenvolvedores e jogadores.

Em termos de crescimento, Persson mencionou que a expansão depende de adesão de terceiros e de uma competição saudável entre plataformas. A Epic pretende investir em várias frentes, desde engines até serviços de hospedagem e marketplace de ativos, para sustentar o ecossistema aberto ao longo do tempo.

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