- Ndaba Mandela, politólogo nascido em Soweto, é hoje presidente do Mandela Institute for Humanity e atua na Aliança pelo Futuro da Educação na Espanha.
- Em entrevista, diz que manter o legado de seu avô envolve ampliar o acesso à educação e enfrentar cortes de recursos na educação sul-africana.
- Relembra a infância perto da prisão de Nelson Mandela e diz que o avô valorizava a educação e ensinou valores familiares.
- Afirma assumir o papel de representante de sua comunidade, cuidando de Kunu, local rural onde o governo não chega, e pretende iniciar ações para atender às necessidades locais.
- Comenta sobre o combate ao estigma da AIDS, lembrando a decisão do avô de reconhecer publicamente a doença, e critica a candidatura de Donald Trump, dizendo que ele não deveria receber o Nobel devido às ações no Oriente Médio.
Ndaba Mandela, atual presidente do Mandela Institute for Humanity, discute o legado de Nelson Mandela e os desafios que a África do Sul enfrenta hoje, incluindo a educação e a necessidade de políticas públicas que beneficiem a juventude. A pauta envolve a Aliança pelo Futuro da Educação, em participação na Espanha, conforme relato da entrevista publicada pelo El País.
Ao falar sobre o significado de ser neto de Mandela, Ndaba afirma a responsabilidade de manter o legado, destacando que a emancipação política foi alcançada, mas a econômica ainda depende de avanços. O foco permanece na educação de jovens, na ampliação de recursos e na formação de pensadores críticos.
O relato remete à infância ao lado do avô, quando, aos oito anos, visitou a prisão convertida em casa. Um primeiro contato com um chef também ficou marcado, e o interesse pela educação já surgia cedo. Ndaba relembra um ambiente duro, porém que revelou a importância dos valores educacionais.
A vida após a libertação de Nelson Mandela, em 1990, é descrita com ênfase na disciplina ensinada pelos pais de Ndaba. O avô incentivou o estudo e o cuidado com a família, ensinando a manter a casa organizada e a priorizar o aprendizado. A conversa destaca a responsabilidade de cuidar dos irmãos e buscar excelência.
Legado e atuação atual
Ndaba sustenta que o legado de Mandela vai além da memória e exige ação. A defesa da dignidade e da paz, evitando confrontos, é apresentada como base para a continuidade da luta por direitos. A entrevista também aborda a transparência familiar ao falar sobre a doença de familiares, rompendo estigmas históricos.
O relato narra ainda a difícil reflexão sobre participação pública de figuras familiares diante de choques políticos. O neto assume o papel de mediador entre tradições da família e as demandas contemporâneas, mantendo o compromisso com a comunidade. Ele afirma a dedicação ao povo de Kunu, zona rural onde o governo tem presença limitada, e indica que continuará a atender às necessidades locais como representante da comunidade.
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