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Aperto de mãos no espaço marca momento histórico entre astronautas

Em julho de 1975, Apollo e Soyuz uniram-se em órbita, marco de distensão entre EUA e URSS, com aperto de mão entre as tripulações e diálogo diplomático

Selo comemorativo da missão; ilustração mostrando a acoplagem.
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  • Em julho de mil novecentos e setenta e cinco, a missão Apollo-Soyuz uniu as naves em órbita após a Soyuz ser lançada do Cazaquistão e a Apollo sair da Flórida, sete horas depois.
  • No dia dezessete de julho, as naves se encontraram e passaram a orbitar a Terra a duzentos e vinte e nove quilômetros de altitude.
  • O momento contou com o aperto de mão pela escotilha entre o americano Thomas Stafford e o cosmonauta Alexei Leonov, com cumprimento em inglês e russo.
  • Leonov fez uma brincadeira exibindo tubos que pareciam vodka; na verdade, eram borcht (sopa de beterraba).
  • A missão incluiu atividade científica, recebeu telefonemas de Gerald Ford e Leonid Brezhnev, e as naves se descolaram dois dias depois para retornar à Terra.

O aperto de mãos no espaço ocorreu em julho de 1975, quando as naves Apollo e Soyuz se acoplaram em órbita terrestre. A missão ASTP reuniu equipamentos e equipes dos EUA e da União Soviética para uma demonstração de cooperação em meio à Guerra Fria, no contexto de distensão entre as superpotências.

A Soyuz partiu do Cazaquistão em 15 de julho, seguiu rumo ao espaço, e a Apollo decolou da Flórida poucas horas depois. No dia 17 de julho, as duas cápsulas se encontraram a 229 quilômetros de altitude, iniciando a acoplagem que marcou o primeiro encontro entre navios de ambas as nações.

Convívio no espaço e acenos de diplomacia

A interação começou com cumprimentos em inglês e russo entre astronautas, seguido pelo aperto de mão pela escotilha. Nas atividades, houve um almoço compartilhado na Soyuz e visitas entre as tripulações, com humor de Leonov ao apresentar o que parecia ser vodka, mas era na verdade borscht.

Entre as ações científicas, houve observação de estrelas, porém o objetivo central foi político-diplomático. As comunicações incluíram ligações a Gerald Ford, presidente dos EUA, e a Leonid Brezhnev, líder soviético. A missão encerrou-se com o desacoplamento dois dias após o encontro, abrindo caminho para futuras frentes de cooperação.

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Primeira acoplagem orbital entre Estados Unidos e União Soviética sinaliza distensão na Guerra Fria e aproxima as potências nos anos setenta

Selo comemorativo da missão; ilustração mostrando a acoplagem.
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  • Em 17 de julho de 1975, as naves Apollo e Soyuz se encontraram no espaço e passaram a orbitar a Terra a 229 quilômetros de altitude.
  • A missão, fruto de cinco anos de negociações entre a Nasa e a Academia Soviética de Ciências, foi marcada pelo objetivo diplomático de reduzir tensões entre EUA e URSS.
  • O encontro começou com o cumprimento entre o cosmonauta Alexei Leonov e o astronauta Thomas Stafford, com resposta em russo.
  • Stafford e o cosmonauta Deke Slayton entraram na Soyuz, almoçaram com os soviéticos e leonov fez uma brincadeira com tubos que supostamente continham vodka, na verdade era borscht.
  • Ao fim da missão, os norte-americanos visitaram a Apollo; o contato incluiu telefonemas de Gerald Ford e de Leonid Brezhnev, e as naves desacoplaram dois dias depois.

O lançamento da missão Apollo-Soyuz marcou o encontro orbital entre as duas superpotências durante a era da détente. Em julho de 1975, a Soyuz partiu do Cazaquistão e a Apollo de Florida, com o objetivo diplomático de reduzir tensões.

No dia 15 de julho, a Soyuz foi lançada e entrou em órbita, iniciando a aproximação com a cápsula norte-americana. Sete horas depois, as duas naves passaram a orbitar a Terra a 229 km de altitude, abrindo uma janela para cooperação espacial.

No encontro, o cosmonauta Alexei Leonov converteu o momento em gestos de cordialidade com os astronautas norte-americanos. O aperto de mão pela escotilha simbolizou a cooperação entre os países, em meio a uma fase de distensão nuclear.

A equipe mista contou com Thomas Stafford e Donald Slayton, dos EUA, ao lado de Leonov. A missão incluiu ainda observação de estrelas como atividade científica, mas o foco era diplomático, com telefonemas de Gerald Ford e Leonid Brezhnev durante o diálogo entre as nações.

Após dois dias de cooperação, as cápsulas desacoplaram e retornaram à Terra, encerrando a missão que consolidou um marco de cooperação interespacial entre EUA e URSS, em um momento de busca por redução de riscos de conflito.

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