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O amor é a principal causa de consultas psicológicas, revela psicólogo Luis Muiño

Luis Muiño critica o amor romântico como vício e propõe o "elenco emocional" para relacionamentos saudáveis. O amor se constrói, não se encontra.

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Luis Muiño, psicólogo e escritor, afirma que a maioria das pessoas busca terapia por problemas amorosos, o que representa cerca de 90% das consultas. Ele critica o amor romântico tradicional, que considera um modelo de vício e possessão, levando a relacionamentos tóxicos. Muiño explica que a paixão ativa mecanismos cerebrais que distorcem a percepção da outra pessoa, fazendo com que as pessoas vejam apenas o que desejam. Ele também critica o mito da “cara-metade”, que promove a ideia de que precisamos de outra pessoa para nos completarmos, o que pode ser prejudicial. Para ele, o amor deve ser construído e não apenas encontrado. Muiño sugere um método chamado “elenco emocional” para ajudar a escolher parceiros, focando em características essenciais e evitando perguntas enganosas. Ele acredita que relacionamentos saudáveis nos ajudam a ser melhores, enquanto os tóxicos nos afetam negativamente. O amor, segundo ele, requer esforço e trabalho para ser conquistado.

Luis Muiño, psicólogo e escritor, afirma que noventa por cento das pessoas que buscam terapia o fazem devido a problemas amorosos. Ele destaca que o amor, frequentemente idealizado, é também uma das principais fontes de sofrimento emocional. Muiño critica o amor romântico tradicional, que considera um modelo de vício, possessão e idealização, levando a relacionamentos tóxicos.

O psicólogo compara a forma como amamos atualmente à maneira como nossos ancestrais se relacionavam, afirmando que nossos hormônios ainda nos conectam de maneira irracional. Ele explica que a paixão atua como um “narcótico interno”, distorcendo a percepção que temos do outro. O chamado “efeito halo” faz com que as pessoas vejam apenas as qualidades que desejam, ignorando aspectos negativos.

Muiño também critica o mito da “cara-metade”, que promove a ideia de que somos incompletos sem outra pessoa. Para ele, essa visão gera dependência e expectativa de que o parceiro preencha nossas lacunas. “O mito da cara-metade destrói a atenção plena no amor”, afirma. O amor, segundo ele, deve nos fraturar um pouco, permitindo que o outro entre em nossas vidas.

Triângulo Amoroso

Baseando-se no triângulo amoroso de Robert Sternberg, Muiño destaca três elementos essenciais para relacionamentos duradouros: intimidade, paixão e compromisso. A falta de qualquer um desses componentes pode transformar um relacionamento em algo diferente de um par.

Uma de suas propostas mais provocativas é o conceito de “elenco emocional”. Ele sugere que, em encontros iniciais, as pessoas devem se concentrar em perguntas que revelem comportamentos e padrões, em vez de perguntas que incentivem respostas enganosas. “Um caso de amor pode levar trinta anos para se desenvolver completamente”, alerta.

Muiño ressalta que, embora os relacionamentos nos transformem, a diferença está em como essas mudanças nos afetam. Um relacionamento saudável nos ajuda a ser a melhor versão de nós mesmos, enquanto um tóxico pode nos levar à negatividade. Ele conclui que o amor não deve ser encontrado, mas sim construído, exigindo esforço e dedicação.

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