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Empresários levam famílias em viagens a trabalho para aproveitar momentos juntos

Cinquenta e cinco por cento dos viajantes de negócios incluem familiares nas viagens, aumentando o mercado de "bleisure" para 731 bilhões de dólares até 2032

Bridgette Borst Ombres transformou uma conferência de tecnologia em Orlando em uma mini-férias no Walt Disney World. Sua família também a acompanhou em viagens de negócios para Nova York, disse ela. (Foto: Reprodução)
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  • A prática de levar familiares em viagens de negócios, chamada de “bleisure”, está crescendo.
  • Uma pesquisa da TravelPerk revelou que cinquenta e cinco por cento dos viajantes de negócios nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Espanha já trouxeram entes queridos em suas viagens.
  • Entre executivos de alto nível, esse número sobe para setenta e três por cento.
  • A pesquisa aponta que essa prática pode ajudar a reduzir custos e proporcionar uma experiência mais rica durante as viagens.
  • O mercado de viagens “bleisure” foi avaliado em trezentos e quinze bilhões de dólares em 2022 e deve alcançar setecentos e trinta e um bilhões de dólares até 2032.

A prática de levar familiares em viagens de negócios, conhecida como “bleisure”, está se tornando cada vez mais comum. Uma pesquisa da TravelPerk revelou que 55% dos viajantes de negócios nos EUA, Reino Unido, Alemanha e Espanha já trouxeram entes queridos em suas viagens. O número é ainda mais alto entre executivos de alto nível, com 73% afirmando ter levado parceiros, filhos ou amigos.

Natasha Colkmire, uma viajante de negócios, compartilhou sua experiência ao levar familiares em suas viagens. Após ter seu primeiro filho, ela decidiu que não queria deixar o bebê com uma babá e convenceu um familiar a acompanhá-la. Essa decisão permitiu que ela equilibrasse trabalho e vida pessoal, aproveitando momentos em família durante as viagens.

Jean-Christophe Taunay-Bucalo, presidente da TravelPerk, destacou que trabalhar em viagens pode ser solitário. Ele acredita que levar um ente querido pode ajudar a manter a conexão familiar e proporcionar uma experiência mais rica. Para muitos, essa prática também representa uma forma de economizar. Colkmire, por exemplo, mencionou que ao viajar com seu marido, os custos foram reduzidos pela metade, permitindo que explorassem novos destinos sem comprometer o orçamento.

O Crescimento do “Bleisure”

O mercado de viagens combinadas, ou “bleisure”, foi avaliado em 315 bilhões de dólares em 2022 e deve alcançar 731 bilhões de dólares até 2032, segundo a Allied Market Research. Essa tendência é vista como uma oportunidade para os viajantes aproveitarem melhor o tempo fora de casa, sem perder momentos importantes com a família.

Embora a prática seja comum, muitos viajantes optam por não informar suas empresas sobre a inclusão de familiares nas viagens. Deepak Shukla, CEO da Pearl Lemon, afirmou que não esconde seus planos, desde que os custos não sejam um problema para a empresa. No entanto, ele reconhece que muitas corporações consideram essa prática uma “zona cinzenta” em suas políticas.

Benefícios e Desafios

Profissionais como Gabe Richman, CEO da Omic, incentivam a prática, desde que os objetivos de trabalho sejam cumpridos. Ele acredita que permitir que os funcionários levem familiares pode aumentar a moral e a lealdade. Para garantir que não haja confusão entre despesas pessoais e profissionais, é essencial que os viajantes mantenham um registro claro de seus gastos.

A combinação de trabalho e lazer em viagens de negócios está se consolidando como uma tendência que beneficia tanto os funcionários quanto as empresas, promovendo um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.

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