Um tribunal no Paquistão absolveu, no sábado (25), os irmãos gêmeos cristãos Sahil e Raheel Shahid, de 18 anos, que enfrentavam acusações de blasfêmia. O advogado dos irmãos, Javed Sahotra, informou que o promotor não apresentou provas suficientes para a condenação, resultando na libertação dos jovens, que foram presos em agosto do ano passado. A […]
Um tribunal no Paquistão absolveu, no sábado (25), os irmãos gêmeos cristãos Sahil e Raheel Shahid, de 18 anos, que enfrentavam acusações de blasfêmia. O advogado dos irmãos, Javed Sahotra, informou que o promotor não apresentou provas suficientes para a condenação, resultando na libertação dos jovens, que foram presos em agosto do ano passado. A defesa demonstrou que as acusações eram infundadas e que a investigação policial foi inadequada.
Sahotra destacou que nenhuma testemunha ou o líder da investigação conseguiu identificar quais versículos do Alcorão os irmãos supostamente profanaram, evidenciando que as provas eram fabricadas. O juiz ordenou uma investigação sobre os erros cometidos pelos agentes envolvidos. Segundo a defesa, as acusações visavam intimidar a comunidade cristã da aldeia de Qulay Wala, com a suspeita de que se tratava de uma conspiração para expulsar os cristãos e tomar suas terras.
O caso ressalta as problemáticas leis de blasfêmia do Paquistão, que impõem penas severas, incluindo prisão perpétua e pena de morte. Organizações de direitos humanos, como as Nações Unidas, têm solicitado reformas nessa legislação, alertando sobre o aumento de falsas acusações, frequentemente direcionadas a minorias religiosas. A Comissão de Direitos Humanos da ONU expressou preocupações sobre o uso abusivo dessas leis para resolver disputas pessoais.
Os cristãos no Paquistão enfrentam constante pressão, com o país figurando entre os mais difíceis para essa minoria, segundo a Lista de Perseguição Cristã de 2025 da Portas Abertas. O incidente dos irmãos Shahid destaca a necessidade urgente de atenção internacional e apoio às minorias religiosas no Paquistão, onde as leis de blasfêmia são frequentemente utilizadas de forma abusiva.
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