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Deputados britânicos pedem o fim das orações no Parlamento por serem ‘ultrapassadas’

- Deputados de esquerda, liderados por Neil Duncan-Jordan, propõem abolir orações. - A moção critica a tradição como privilégio da Igreja Anglicana no Parlamento. - Parlamentares de diversos partidos apoiam a proposta, buscando maior inclusão. - O presidente da Câmara, Sir Lindsay Hoyle, defende a continuidade das orações. - A prática remonta ao século 16, mas é vista como desatualizada por muitos.

Deputados de esquerda no Reino Unido estão propondo o fim das orações que ocorrem antes do início das sessões no Parlamento, argumentando que essa tradição não se alinha mais com os valores do século 21. O deputado do Partido Trabalhista, Neil Duncan-Jordan, apresentou uma moção ao Comitê de Modernização da Câmara dos Comuns, destacando que […]

Deputados de esquerda no Reino Unido estão propondo o fim das orações que ocorrem antes do início das sessões no Parlamento, argumentando que essa tradição não se alinha mais com os valores do século 21. O deputado do Partido Trabalhista, Neil Duncan-Jordan, apresentou uma moção ao Comitê de Modernização da Câmara dos Comuns, destacando que as orações não são compatíveis com uma sociedade que valoriza a liberdade de religião e crença.

A moção, que conta com o apoio de parlamentares de diferentes partidos, incluindo o Partido Liberal Democrata e o Partido Verde, critica a prática como antiquada. Duncan-Jordan afirmou que “fazer orações no início do dia parece uma prática desatualizada” e que a diversidade de crenças entre os parlamentares deve ser respeitada, permitindo que todos se sintam bem-vindos no Parlamento.

Na carta enviada ao Comitê, os parlamentares enfatizaram que as orações diárias representam um privilégio da Igreja Anglicana, que não reflete a composição atual do Parlamento, onde 46% dos membros se identificam como seculares ou não cristãos. Eles argumentaram que a continuidade dessa prática é desatualizada e que sua remoção seria um passo positivo em direção à modernidade e à igualdade.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Sir Lindsay Hoyle, defendeu a tradição, afirmando que “não há mal nenhum em um momento de reflexão privada” antes do início dos trabalhos. A prática de orar antes das sessões remonta ao século 16, durante o reinado de Carlos II, e continua a ser um tema de debate no contexto da crescente diversidade religiosa no Reino Unido.

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