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Cardeal Turkson pode se tornar o primeiro papa negro da Igreja Católica

Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, potencial primeiro papa negro, rejeita candidatura e se opõe à criminalização da homossexualidade em Gana.

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O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, é um importante membro da Igreja Católica e já foi cogitado como candidato a papa em eleições anteriores. Recentemente, ele afirmou que não tem interesse em se tornar papa e se opôs à criminalização da homossexualidade em Gana, mostrando uma visão mais progressista em questões sociais. Em uma entrevista, Turkson disse que a escolha de um papa não deve ser baseada em estatísticas, mesmo que a África tenha visto um aumento no número de igrejas e fiéis. Ele é conhecido por sua energia e, apesar de ser considerado conservador, defende que a homossexualidade não deve ser tratada como crime. Turkson foi o primeiro ganês a se tornar cardeal em 2003 e tem ocupado cargos importantes na Igreja, incluindo o de presidente do Pontifício Conselho de Paz e Justiça.

O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, é um dos nomes mais influentes da Igreja Católica e pode se tornar o primeiro papa negro. Apesar de ser um forte candidato, ele já declarou que não tem interesse na posição. Em entrevista à BBC, Turkson afirmou: “Eu não tenho muita certeza se alguém realmente aspira se tornar um papa.”

Turkson, que tem setenta e seis anos, foi o primeiro ganês a se tornar cardeal em 2003. Ele já foi considerado um dos favoritos nas eleições papais de Bento XVI e Francisco. Em relação à escolha de um novo pontífice, ele destacou que não deve ser baseada apenas em estatísticas, pois isso pode “turvar as águas”.

Posição sobre a Homossexualidade

Recentemente, Turkson se manifestou contra a criminalização da homossexualidade em Gana. Em uma entrevista em 2023, durante discussões no parlamento sobre uma lei que aumentaria as penas para a comunidade LGBTQIA+, ele afirmou que a homossexualidade não deveria ser tratada como um crime. Essa posição reflete uma visão progressista em questões sociais, contrastando com a postura conservadora de muitos cardeais africanos.

Além de sua atuação como cardeal, Turkson foi nomeado presidente do Pontifício Conselho de Paz e Justiça em 2009 e integra várias congregações da Igreja, incluindo a Congregação para a Doutrina da Fé. Desde 2022, ele ocupa o cargo de chanceler da Pontifícia Academia de Ciências.

A trajetória de Turkson na Igreja Católica e suas declarações sobre temas sociais revelam um líder que, mesmo em um contexto conservador, busca promover um diálogo mais inclusivo.

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