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Igreja Católica enfrenta novas gerações de sacerdotes com visões teológicas distintas

Frei Betto e padre Julio Lancelotti refletem sobre a evolução da teologia na Igreja, destacando diferenças entre gerações de sacerdotes.

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Frei Betto, que completou 80 anos, foi homenageado em Havana e usava um boné do MST ao tirar fotos com estudantes de medicina. Padre Julio Lancelotti, que fez 76 anos, comentou sobre as diferenças nas teologias entre sacerdotes mais velhos e mais jovens. Ele observou que sua geração tem uma visão mais ligada ao Concílio Vaticano II, enquanto os jovens tendem a ter uma teologia mais tradicional. Lancelotti, que tem 2,2 milhões de seguidores nas redes sociais, se encontrou com o frei Gilson, de 38 anos, que possui 9,3 milhões de seguidores. Um estudo do pesquisador Agenor Brighenti mostra que padres mais novos se preocupam mais com o individualismo e a crise de sentido da vida, enquanto os mais velhos se preocupam com as condições de vida dos pobres. Ambos os grupos, no entanto, criticam o distanciamento da religião. Em Roma, muitos cardeais que vão escolher o novo papa estão entre essas duas gerações e esperam um líder que possa unir as diferentes visões.

Frei Betto, um dos principais representantes da Igreja progressista no Brasil, completou oitenta anos e foi homenageado em Havana, onde posou com estudantes de medicina usando um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O padre Julio Lancelotti, que também é uma figura proeminente na Igreja, celebrou seus setenta e seis anos e discutiu as diferenças teológicas entre gerações de sacerdotes.

Lancelotti encontrou o jovem frei Gilson, de trinta e oito anos, que se destacou nas redes sociais, acumulando nove milhões de seguidores. O padre comentou sobre a evolução das teologias, afirmando que sua geração está mais alinhada com o Concílio Vaticano II, enquanto os jovens tendem a adotar uma abordagem mais tradicional. “Os da minha geração éramos mais afinados com o papa Francisco do que os mais jovens”, disse Lancelotti ao Estadão.

A pesquisa “O Novo Rosto do Clero”, do professor Agenor Brighenti, revela que a Igreja passou por mudanças significativas. A visão de clérigos mais jovens é marcada por um foco no individualismo e na crise de sentido da vida. Em contraste, sacerdotes mais velhos enfatizam questões sociais, como as condições de vida dos pobres e migrantes.

Ambos os grupos, no entanto, compartilham preocupações sobre o distanciamento da religião e dos valores cristãos. De acordo com a pesquisa, dezenove por cento dos novos padres e dezessete por cento dos mais velhos expressam essa crítica. A próxima eleição papal pode ser influenciada por cardeais de uma geração intermediária, que buscam um perfil conciliador para o futuro da Igreja.

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