Um estudo da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de Nova York deu psilocibina, um tipo de cogumelo alucinógeno, a líderes religiosos dos Estados Unidos para entender como isso afetava suas atitudes e comportamentos. A maioria dos participantes era branca e masculina, com dificuldade em incluir muçulmanos, budistas e hinduístas. Os religiosos passaram por sessões preparatórias e, após consumir a substância, foram acompanhados por facilitadores em um ambiente confortável. Eles relataram experiências místicas, mas o estudo enfrentou críticas por falta de diversidade e possíveis enviesamentos, já que todos receberam a substância sem um grupo de controle. Um especialista apontou que a seleção dos participantes poderia ter atraído pessoas em busca de experiências espirituais, enquanto um comitê de ética investigou possíveis problemas na pesquisa. Apesar das críticas, alguns participantes, como uma líder muçulmana e um padre, relataram conexões profundas com Deus, enquanto outros tiveram experiências confusas. Após o estudo, alguns líderes fundaram organizações para ajudar outros em suas religiões a explorar experiências psicodélicas.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins e pela Universidade de Nova York investigou os efeitos da psilocibina, um composto encontrado em cogumelos alucinógenos, em líderes religiosos dos Estados Unidos. O estudo, que envolveu sessões em ambientes controlados, revelou experiências místicas variadas, mas enfrentou críticas por falta de diversidade entre os participantes.
A amostra do estudo foi composta majoritariamente por homens brancos, com noventa e sete por cento dos participantes se identificando como brancos e sessenta e nove por cento como homens. A maioria pertencia a tradições cristãs, e a pesquisa teve dificuldades em recrutar representantes de outras religiões, como o islamismo, budismo e hinduísmo. Os participantes passaram por sessões preparatórias e foram acompanhados por facilitadores durante a experiência.
Após a ingestão da psilocibina, os líderes religiosos relataram experiências profundas. O reverendo Hunter Priest descreveu sua vivência como “erótica”, enquanto outros participantes mencionaram uma conexão direta com o divino. Um padre católico e uma líder muçulmana, Sughra Ahmed, relataram sentir a presença de Deus de maneira intensa e pessoal. Sessenta e cinco por cento dos participantes retornaram para uma segunda sessão, que também envolveu o uso da substância.
Críticas e Controvérsias
O estudo foi alvo de críticas por seu viés e pela falta de um grupo de controle. Especialistas apontaram que a seleção dos participantes, que foram recrutados por anúncios e convites diretos, poderia ter atraído indivíduos “espiritualmente famintos”, excluindo conservadores. Além disso, a linguagem dos questionários foi considerada tendenciosa, refletindo uma perspectiva cristã.
O Comitê de Ética em Pesquisa da Johns Hopkins abriu uma sindicância após denúncias de enviesamento, reconhecendo que houve descumprimento de diretrizes. A pesquisa, que começou em dois mil e quinze, foi finalmente publicada na revista Psychedelic Medicine, mas não sem controvérsias. O reverendo Priest, após sua experiência, decidiu fundar uma sociedade psicodélica cristã, enquanto outros participantes também buscaram criar organizações para explorar experiências psicodélicas em suas respectivas tradições religiosas.
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