- Após as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, Donald Trump alegou fraude eleitoral.
- Paula White, pastora do “Evangelho da Prosperidade”, foi nomeada diretora da nova Oficina de Fé da Casa Branca.
- White orou por Trump em um evento, afirmando que anjos estavam a caminho para apoiá-lo.
- Sua nomeação gerou críticas, inclusive de setores conservadores, que a acusaram de heregia.
- A teologia de White sugere que riqueza é um sinal de fé, o que levanta questões sobre a relação entre religião e política.
Após as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, Donald Trump começou a alegar fraude eleitoral, enquanto seus apoiadores se reuniam para orar por ele. Nesse contexto, Paula White, pastora ligada ao “Evangelho da Prosperidade”, foi nomeada diretora da nova Oficina de Fé da Casa Branca, gerando controvérsias.
White, conhecida por suas crenças que associam riqueza a bênçãos divinas, se destacou em um evento em que orou fervorosamente por Trump, afirmando que uma legião de “anjos” estava a caminho para apoiá-lo. Essa cena, marcada por fervor religioso, rapidamente se tornou viral, refletindo a influência da religião na base de apoio do ex-presidente.
A nomeação de White foi criticada até mesmo por setores conservadores, que a acusaram de “heregia”. A pastora, que dirige uma megaigreja na Flórida, defende que a religiosidade está ligada ao sucesso econômico, uma ideia central do “Evangelho da Prosperidade”. Ela afirma que “o dinheiro segue seu sistema de valores”, promovendo a ideia de que a riqueza é um sinal de fé.
Essa teologia, que se espalhou principalmente nos Estados Unidos, sugere que a pobreza é um sinal de impiedade. A ascensão de White representa um fenômeno maior dentro do cristianismo radicalizado, que tem ganhado força na era Trump. A historiadora Kristin Du Mez observa que essa doutrina contradiz ensinamentos cristãos tradicionais sobre a bênção de Deus aos pobres.
A escolha de White também levanta questões sobre a relação entre religião e política. A promoção de uma visão que vincula riqueza a favor divino se alinha com a resistência a políticas de redistribuição de renda, reforçando a ideia de que o estado não deve intervir nas desigualdades econômicas. Essa visão é criticada por muitos, que a consideram uma forma de elitismo disfarçado de religiosidade.
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