- Recentemente, um painel de 26 petroglifos havaianos, com mais de 600 anos, foi revelado na costa de Oahu.
- As figuras, conhecidas como “bonecos de palito”, tornaram-se visíveis devido a mudanças nas marés.
- Esta é a primeira vez que todo o conjunto é acessível desde 2016, quando parte dele foi redescoberta após tempestades.
- Glen Kila, praticante cultural nativo havaiano, considera a reaparição uma mensagem de seus ancestrais e destaca a importância da preservação.
- Arqueólogos e a comunidade local colaboram para proteger os petroglifos, equilibrando o acesso público e a conservação.
WAIANAE, Havai — Petroglifos havaianos com mais de 600 anos foram revelados na costa de Oahu, permitindo que a comunidade local e visitantes se conectem com a história ancestral. O painel, composto por 26 figuras estilizadas, tornou-se visível devido a mudanças nas marés, sendo a primeira vez que todo o conjunto é exposto desde 2016.
Durante a maré baixa, as imagens se destacam em uma faixa de arenito de aproximadamente 35 metros. As figuras, conhecidas como “bonecos de palito”, incluem representações humanas que podem ser masculinas ou neutras. A redescoberta dos petroglifos ocorre em um contexto onde a presença militar na área remonta à década de 1930, quando terras de famílias havaianas foram requisitadas.
Conexão Cultural
Glen Kila, um praticante cultural nativo havaiano, acredita que a reaparição dos petroglifos é uma mensagem de seus ancestrais. Ele afirma que “o oceano está subindo”, refletindo preocupações sobre as mudanças climáticas. Kila, que consultou o Exército sobre a proteção dos petroglifos, destaca a importância de preservar esse patrimônio cultural.
A visibilidade dos petroglifos é influenciada por fenômenos naturais, como sistemas de baixa pressão que ocorrem entre maio e novembro. Esses eventos causam a erosão da areia, permitindo que as figuras reapareçam temporariamente. A primeira redescoberta moderna aconteceu após tempestades em 2016, mas desde então, partes do painel foram vistas, sendo esta a primeira vez que a totalidade é acessível novamente.
Proteção e Acesso
Arqueólogos e representantes da comunidade local trabalham juntos para garantir a proteção dos petroglifos, equilibrando o acesso público com a conservação. Laura Gilda, arqueóloga do U.S. Army Garrison Hawaii, ressalta a necessidade de cautela: “Não é recomendado escavar ou procurar as figuras quando cobertas”. A presença militar na região, que historicamente causou tensões, agora busca colaborar na preservação desse importante legado cultural.
A redescoberta dos petroglifos não apenas proporciona um vislumbre do passado, mas também reforça a identidade cultural da comunidade havaiana. Donald Kauliʻa, um nativo de Waianae, expressou que ver os petroglifos é uma validação da conexão de seus ancestrais com a terra.
Entre na conversa da comunidade