- Um homem de 21 anos foi preso em Melbourne, Austrália, suspeito de incendiar a Adass Israel Synagogue em dezembro de 2023.
- O ataque destruiu a sinagoga e deixou um fiel ferido, sendo classificado como ato de terrorismo.
- A vice-comissária da Polícia de Victoria, Wendy Steendam, informou que mais de 220 policiais estão envolvidos na investigação, que já consumiu mais de 50 mil horas de trabalho.
- As autoridades suspeitam de ligações com criminosos internacionais e a investigação conta com a colaboração de países do Five Eyes.
- O ministro da Segurança Interna, Tony Burke, anunciou um investimento de R$ 30 milhões para a reconstrução da sinagoga, destacando que o ataque foi um crime de ódio contra toda a Austrália.
MELBOURNE, Austrália — Um homem de 21 anos foi preso sob suspeita de envolvimento no incêndio criminoso da Adass Israel Synagogue, ocorrido em dezembro de 2023. O ataque, que destruiu a sinagoga e deixou um fiel ferido, é parte de uma onda crescente de atos antissemitas no país, intensificada após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.
A prisão foi anunciada pela vice-comissária da Polícia de Victoria, Wendy Steendam, que destacou que a investigação é tratada como um ato de terrorismo. Mais de 220 policiais estão envolvidos na apuração, que já consumiu mais de 50 mil horas de trabalho. O suspeito, que não teve o nome revelado, está sendo interrogado por crimes que incluem incêndio criminoso e roubo de veículo.
Investigação em Andamento
As autoridades acreditam que o ataque pode ter ligações com criminosos internacionais, conforme indicado pela vice-comissária da Polícia Federal da Austrália, Krissy Barrett. A investigação está sendo realizada em colaboração com parceiros internacionais, incluindo os países do Five Eyes. Barrett não revelou a identidade dos suspeitos internacionais ou os países envolvidos.
Recentemente, um homem de 20 anos foi acusado de roubar o carro utilizado no ataque, mas não é considerado um dos autores diretos do incêndio. O ataque à sinagoga é o único classificado como ato de terrorismo desde o início da onda de violência antissemitas no país.
Reação do Governo e Comunidade
O ministro da Segurança Interna, Tony Burke, elogiou a prisão e a caracterizou como um crime de ódio. Ele anunciou um investimento de 30 milhões de dólares australianos para a reconstrução da sinagoga. Burke enfatizou que o ataque não foi apenas contra a comunidade judaica, mas um ataque contra toda a Austrália.
Daniel Aghion, presidente do Conselho Executivo da Comunidade Judaica da Austrália, expressou esperança de que mais prisões ocorram e que os responsáveis sejam levados à justiça. Ele afirmou que apenas assim será possível estabelecer um deterrente contra esse tipo de comportamento violento.
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