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Cristãos no Paquistão protestam contra lei de blasfêmia e violência religiosa

Ativistas exigem ações urgentes do governo para proteger minorias e combater discriminação no Paquistão, especialmente no Dia Nacional das Minorias

Marcha pelos Direitos das Minorias realizada em Karachi, Paquistão, em 10 de agosto de 2025. (Foto: Facebook/Minority Rights March)
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  • O Paquistão celebra o Dia Nacional das Minorias em 11 de agosto, reconhecido oficialmente desde 2009.
  • Ativistas pedem ao parlamento investigações sobre acusações de blasfêmia, que frequentemente levam à violência.
  • Em Karachi, marchas exigem reformas, como a criminalização de conversões forçadas e maior representação política para minorias.
  • Os manifestantes solicitam a reserva de dez por cento das vagas em instituições educacionais para estudantes de minorias e a proteção de locais de culto.
  • O presidente Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif reafirmaram o compromisso do governo em proteger os direitos das minorias.

Às vésperas do Dia Nacional das Minorias, celebrado em 11 de agosto, ativistas no Paquistão intensificam suas reivindicações por proteção e direitos das comunidades religiosas. Em um fórum realizado no Lahore Press Club, o presidente do Rwadari Tehreek, Samson Salamat, pediu ao parlamento que investigue as crescentes acusações de blasfêmia, que frequentemente resultam em violência. Salamat destacou a necessidade de uma comissão judicial para investigar grupos que utilizam a blasfêmia como arma contra inocentes.

Durante o evento, os participantes exigiram que o governo tome medidas contra grupos extremistas muçulmanos que incitam ódio e violência. Além disso, foi solicitado que conteúdos discriminatórios sejam removidos dos materiais escolares. Em Karachi, uma marcha reuniu centenas de representantes de minorias, que pediram reformas, como a criminalização de conversões forçadas e maior representação política.

Demandas por Reformas

Os manifestantes em Karachi enfatizaram a necessidade de reservar 10% das vagas em instituições educacionais para estudantes de minorias. Também pediram a proteção de locais de culto e a revisão de leis que limitam a participação de não muçulmanos em cargos políticos. Luke Victor, um ativista cristão, lembrou que, apesar do reconhecimento oficial do Dia Nacional das Minorias desde 2009, a discriminação e a violência ainda são comuns.

Safina Gill, outra ativista, denunciou a discriminação no mercado de trabalho, onde funções braçais são frequentemente atribuídas a não muçulmanos. Ela criticou a política de reserva de vagas de emprego, que perdeu eficácia ao longo dos anos. A necessidade de novas políticas para garantir igualdade de oportunidades foi um ponto central nas discussões.

Compromissos Governamentais

Em declarações sobre o Dia Nacional das Minorias, o presidente Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif reafirmaram seu compromisso em proteger os direitos das minorias. Zardari destacou a visão de Muhammad Ali Jinnah, fundador do Paquistão, de um país onde todos os cidadãos são tratados com igualdade. O primeiro-ministro enfatizou a importância da inclusão das minorias nas estruturas estatais e na vida nacional.

O Paquistão, que ocupa a oitava posição na lista de lugares mais difíceis para ser cristão, enfrenta um desafio contínuo em garantir os direitos e a segurança de suas comunidades minoritárias. As manifestações e os apelos por reformas refletem a urgência de um diálogo nacional sobre a proteção e a promoção dos direitos das minorias no país.

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