- A co-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, anunciou a expropriação da Escola San José, administrada pela Congregação das Irmãs de São José.
- Murillo alegou que a escola foi um centro de tortura durante os protestos de 2018, mas não apresentou evidências.
- A escola, que funcionou por mais de 40 anos, será reaberta com um novo nome em homenagem a um líder sandinista.
- A nova instituição atenderá cerca de 600 alunos, do jardim de infância ao ensino médio, e está passando por reformas.
- A expropriação é parte de um contexto de tensões entre o governo sandinista e a Igreja, com a deterioração das relações e a repressão a opositores.
A co-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, anunciou a expropriação da Escola San José, administrada pela Congregação das Irmãs de São José, alegando que o local foi um centro de tortura durante os protestos de 2018. Murillo não apresentou evidências para sustentar suas afirmações. A escola, que funcionou por mais de 40 anos, será reaberta com um novo nome em homenagem a um líder sandinista.
Murillo declarou que a transferência da escola para o Estado representa uma “vitória pela paz”. A nova instituição educacional atenderá cerca de 600 alunos, do jardim de infância ao ensino médio, dentro da política de educação gratuita do governo. O local está passando por reformas e deve ser inaugurado na próxima semana.
A expropriação da Escola San José é parte de um contexto mais amplo de tensões entre o governo sandinista e a Igreja. Em janeiro, o governo já havia tomado outras propriedades religiosas, como o Seminário San Luis Gonzaga e o centro de retiro espiritual La Cartuja. As relações com a Igreja Católica se deterioraram, resultando em expulsões e prisões de líderes religiosos, além da proibição de atividades religiosas.
A ação do governo Ortega-Murillo reflete um aumento na repressão a opositores e uma tentativa de controlar narrativas históricas, enquanto a população continua a viver sob um clima de incerteza e medo.
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