- Contexto: no Afeganistão, cristãos enfrentam perseguição; organizações como Portas Abertas destacam riscos para a fé e a busca pela Bíblia em língua local.
- Mohammad, muçulmano de origem, entra em um pequeno grupo aos 23 anos, onde passa a ouvir a Bíblia em sua língua e a perceber o amor e a retidão dos cristãos.
- Após batismo, motivado pela percepção da mensagem de perdão e amor, ele deixa o islã; a decisão é acompanhada de dúvidas sobre a Trindade e de apoio da família.
- O grupo original se desfez; a esposa dele também se converteu e formaram um novo grupo. O primo percebeu o segredo da Bíblia em casa, o que aumenta os riscos com o Talibã.
- Hoje, Mohammad precisou fugir do país e, apoiado por parceiros locais da Portas Abertas, atua online ajudando outros cristãos afegãos com Bíblia e literatura.
No Dia da Bíblia, Portas Abertas relata o testemunho de Mohammad, um cristão afegão que enfrentou riscos extremos para seguir Jesus no Afeganistão. A história mostra como a fé cristã persiste mesmo sob ameaça do grupo extremista Talibã.
Mohammad nasceu em família muçulana e estudou o Alcorão por cerca de uma década. Aos 23 anos, foi convidado por um irmão cristão a participar de um pequeno grupo na cidade onde moravam, o que mudou sua visão sobre a fé.
Durante as reuniões, Mohammad viu orações em sua língua pela comunidade, o que o tocou profundamente. Observou também o comportamento dos cristãos, que demonstravam gentileza e solidariedade, o que o motivou a explorar o cristianismo.
Mohammad e a conversão
Ao estudar a Bíblia em sua língua, percebeu mensagens de perdão, cuidado e amor. A descoberta da salvação como presente de Jesus ganhou importância para ele, que inicialmente lutou para abandonar o Islã por pressão familiar e social.
Aguçou a curiosidade o relato de uma visão de sua mãe, em sonho, que o encorajou a seguir Jesus. Mesmo diante de dificuldades, Mohammed decidiu entregar a vida a Cristo e foi batizado, dizendo ter sentido libertação após o rito.
Desafios e trajetória recente
O pequeno grupo passou a se reunir menos por causa das condições no país. O cristão permaneceu por um ano sem reuniões presenciais, buscando respostas sobre a Trindade e a imagem de Deus como Pai, com apoio espiritual.
A esposa de Mohammad também aceitou a fé e, juntos, formaram um novo grupo para encontros e orações. Em uma visita recente, um parente notou que havia uma Bíblia tentando ser escondida, gerando desconfiança do Talibã.
Riscos e atual atuação
Ter uma Bíblia, mesmo em formato digital, é perigoso no Afeganistão, pois autoridades verificam celulares em postos de controle. Pessoas já teriam sido detidas por conteúdos cristãos encontrados nos aparelhos.
Diante dos riscos, Mohammad precisou deixar o país e recebeu apoio de parceiros locais da Portas Abertas para manter a fé. Hoje, ele atua apoiando cristãos afegãos online, por meio de publicações bíblicas e literatura cristã.
Contexto e chamada à ação
A Bíblia é vista como fonte de esperança para cristãos secretos no Afeganistão, segundo relato da organização. A Portas Abertas enfatiza a necessidade de acesso às Escrituras em língua local para manter a fé sob pressão.
Nesta edição, a organização destaca o testemunho de Mohammad para ilustrar a presença de comunidades cristãs que continuam a buscar a Bíblia e a comunidade de apoio, mesmo em condições perigosas.
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