- Relatório divulgado nesta quarta-feira (22) aponta aumento da perseguição a cristãos no Irã, com prisões arbitrárias, discriminação e dificuldades para praticar a fé.
- Autoridades iranianas teriam intensificado a vigilância e o controle sobre igrejas clandestinas e fiéis que praticam a fé em privado, resultando em prisões e longas sentenças por motivos religiosos.
- A liberdade religiosa no Irã é severamente limitada, com dificuldades para obter documentos oficiais que atestem a fé.
- A perseguição envolve também ameaças, assédio e violência, além de invasões e fechamento de igrejas clandestinas.
- A comunidade cristã no Irã fica aproximadamente em 800 mil fiéis, incluindo convertidos do islamismo; a comunidade internacional é instada a acompanhar e pressionar o governo para proteger direitos religiosos.
O relatório divulgado nesta quarta-feira (22) aponta aumento da perseguição aos cristãos no Irã, com prisões arbitrárias, discriminação e dificuldades para praticar a fé. O documento atribui a intensificação da repressão a fatores sociais e políticos, com foco especial em convertidos do islamismo.
Segundo o estudo, as autoridades iranianas ampliaram a vigilância sobre igrejas clandestinas e fiéis que praticam a fé de forma privada. Diversos cristãos foram presos e condenados a longas penas por motivos ligados à religião, em um ambiente de restrição à liberdade religiosa.
A pesquisa destaca ainda que a liberdade religiosa é severamente limitada no Irã, com dificuldades para obter documentos que atestem a fé. As denúncias incluem ameaças, assédio e violência, além de invasões e fechamento de igrejas clandestinas.
Contexto
A comunidade cristã no Irã é estimada em cerca de 800 mil fiéis, incluindo convertidos. O relatório sinaliza que esse grupo permanece como minoria sob pressão estatal e social, mantendo a prática religiosa de forma discreta para evitar represálias.
O documento ressalta que a persecuição não se limita às prisões, abrangendo também assédio e violência física contra praticantes. O Irã mantém o islamismo xiita como religião oficial, dificultando atuação de outras religiões.
O relatório conclui pela preocupação com a situação e recomenda atenção da comunidade internacional para monitorar e cobrar respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos no país.
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