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Pastor iraniano exilado relata crescimento da fé cristã sob aumento da repressão

Apesar da repressão, o cristianismo cresce no Irã; 254 cristãos presos em 2025 e sanções internacionais ampliam o debate sobre direitos religiosos

Pastor exilado do Irã relata crescimento da fé cristã em meio ao aumento da repressão
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  • Pastor americano Tat Stewart, exilado do Irã, comenta que o país vive momento decisivo com pressão interna e internacional sobre o governo.
  • Relatório conjunto de fevereiro de 2026 aponta aumento da perseguição: 254 cristãos presos em 2025, quase o dobro dos 139 de 2024.
  • Número de condenados a prisão, exílio ou trabalho forçado quase dobrou, de 25 para 57; 11 cristãos receberam penas de 10 anos ou mais.
  • Após a guerra de 12 dias com Israel em 2025, cinco cristãos foram acusados de espionagem sob nova lei, totalizando mais de 40 anos de prisão.
  • Paradoxalmente, há crescimento do cristianismo no Irã, com estimativas de até 1 milhão de cristãos iranianos; organizações pedem libertação de detidos e liberdade de culto.

O pastor Tat Stewart, americano que viveu parte da infância no Irã, acompanhou de perto a atual conjuntura. Em entrevista à CTN, ele aponta que o Irã vive um momento decisivo, com pressão interna e externa sobre o governo conservador. A crise é vista como possível marco de mudanças.

Stewart afirma ter liderado a última igreja cristã em Teerã antes da Revolução de 1979. Hoje ele observa que a turbulência pode favorecer o crescimento do cristianismo no país, mesmo diante da repressão. Ele pede orações pelos enlutados e pelos detidos.

Condições Prisionais

O pastor destaca abusos e falta de medicamentos em prisões iranianas. Libertados retornam à sociedade debilitados, em condições precárias. O relatório conjunto Bodes Expiatórios, divulgado em 2026, registra 254 cristãos presos em 2025 por motivos religiosos, quase o dobro de 2024.

O documento aponta aumento de condenações a prisão, exílio ou trabalho forçado, com 57 casos no ano passado e 11 sentenças superiores a 10 anos. Após conflitos com Israel, cinco cristãos foram acusados de espionagem sob nova legislação.

Crescimento da Igreja

Paradoxalmente, a repressão coincide com crescimento do cristianismo no Irã. Stewart relembra que havia cerca de 3 mil cristãos protestantes no passado; hoje estimativas conservadoras apontam 1 milhão de iranianos cristãos, grande parte convertida do Islã. Dados de 2020 sugerem 1,2 milhão, com provável aumento desde então.

O pesquisador cita a ideia de um “Grande Despertar” no país, distinguindo-o de um reavivamento econômico. Antes da Revolução, já havia sinais de adesão à igreja, com fiéis buscando Bíblias e experiências religiosas em meio a mudanças sociais.

Reação Internacional

Os protestos de 2025, iniciados pela desvalorização da moeda, evoluíram para manifestações contra o regime. O relatório indica resposta violenta das autoridades, com milhares de mortos, incluindo cristãos, e impactos amplos na população do Irã.

Sanções internacionais têm sido adotadas, com a Nova Zelândia impondo restrições a 40 autoridades iranianas, seguidas por medidas da Austrália, da União Europeia e dos EUA. A UE classificou a Guarda Revolucionária como organização terrorista.

Trajetória e Ministério de Stewart

Stewart e a esposa Patty, nascidos no Irã, fundaram igrejas persas na região de Washington, D.C. e no Colorado, onde lideram a Igreja Cristã Iraniana do Colorado. Ele dirigiu Ministérios Persas por mais de duas décadas e participou da fundação da SAT-7 PARS.

Além disso, criou a TALIM Ministries, editou a Shaban Magazine e escreveu dez livretos pastorais amplamente distribuídos entre iranianos cristãos. Seu livro No Stranger descreve a vida religiosa no Irã antes e depois da Revolução.

Recomendações do Relatório

Bodes Expiatórios defende a reabertura da Sociedade Bíblica do Irã, fechada em 1990, e a libertação de cristãos detidos. O documento também solicita clareza sobre locais onde fiéis persas possam adorar em sua língua materna sem medo de prisão.

Stewart afirma que o caminho no Irã é complexo, mas identifica potencial para mudanças positivas. O relatório destaca a necessidade de líderes que atuem em defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa nas comunidades iranianas.

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