- A notícia mostra como a divisão entre muçulmanos xiitas e sunitas começou após a morte de Maomé, em 632, quando houve escolha de novo líder político e religioso.
- Xiitas defendem que a liderança deve ficar entre descendentes do profeta, em especial Ali ibn Abi Talib, primo e genro de Maomé.
- Sunitas acreditam que o líder deve ser escolhido pelo consenso entre os companheiros de Maomé, não necessariamente pela linhagem.
- A disputa histórica originou os dois ramos, que influenciam conflitos regionais há mais de mil anos.
- Hoje, a divisão persiste no Oriente Médio, com impactos políticos, religiosos e geopolíticos em vários países da região.
O artigo explica o que significam xiita e sunita, e como a divisão histórica dentro do islamismo persiste até hoje. A diferenciação não se resume a crenças religiosas, envolve questões de liderança política e identidade comunitária.
A divisão teve origem no século 7, após a morte do profeta Maomé, em 632. Naquele momento, não havia instruções claras sobre quem deveria sucedê-lo como líder. A comunidade islâmica enfrentou um impasse político.
Um grupo, minoritário, defendeu que a liderança deveria permanecer entre os descendentes diretos de Maomé, nomeando Ali ibn Abi Talib, primo e genro de Maomé, como califa. Esse grupo formou o que hoje conhecemos como xiitas, que defendem designação divina do líder.
Já a maioria apoiou que o novo líder fosse escolhido entre os companheiros do profeta, desde que seguisse os ensinamentos de Maomé. Abu Bakr, sogro de Maomé, foi escolhido por consenso. Esse grupo deu origem aos sunitas.
Com o tempo, as diferenças entre xiitas e sunitas se consolidaram em aspectos políticos, teológicos e de prática comunitária, moldando relações regionais. Hoje, a divisão continua influenciando conflitos e identidades no Oriente Médio e além.
Os termos ganham relevância frequente na imprensa quando surgem conflitos na região. Autores e analistas costumam apontar que as disputas não são apenas religiosas, mas também políticas, com efeitos sobre governos, milícias e populações civis.
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