- Pesquisa do Pew Research Center mostra que 59% dos americanos já ouviram falar de “christian nationalism”, alta em relação a 45% em 2024; entre os que conhecem, 31% veem de forma desfavorável e 10% favorável.
- O estudo aponta que 37% dos entrevistados dizem que a religião está ganhando influência na vida pública, o maior índice desde 2002, enquanto 61% afirmam que a influência está diminuindo.
- Metade da população (55%) tem visão positiva sobre a influência da religião, menor do que em 2025 (59%).
- 17% desejam que o cristianismo seja a religião oficial dos Estados Unidos, leve alta em relação a 13% de 2024.
- A maioria (79%) acredita que igrejas não devem apoiar candidatos durante eleições, e dois terços defendem que igrejas permaneçam fora da política; 13% querem que o governo pare de defender a separação entre igreja e Estado (queda em relação a 2021).
A Pew Research Center divulgou um estudo que mostra aumento no interesse público pela ideia de “nacionalismo cristão” entre adultos nos EUA. A pesquisa, publicada nesta quinta-feira, aponta que o tema alcançou maior notoriedade desde que começou a ser observado.
Entre os respondentes, 59% disseram já ter ouvido falar do conceito, ante 45% em 2024. Desses, 31% têm visão desfavorável e 10% aprovam a ideia. O levantamento traça um padrão de maior percepção de influência religiosa na vida pública.
O estudo aponta que 37% afirmam que a religião está ganhando influência nos Estados Unidos, a maior parcela desde 2002. Por outro lado, 61% argumentam que a religião está perdendo influência, queda promissora frente a 80% em 2024. A visão positiva sobre a influência religiosa ficou em 55%.
Reconhecimento da ideia e seus impactos
O termo “nacionalista cristão” é visto por muitos como pejorativo, especialmente entre biblicistas conservadores, conforme a historiadora Kristin Kobes Du Mez. Contudo, alguns cristãos conservadores passaram a adotar o rótulo com o tempo.
Segundo a pesquisadora, o termo deixou de ser restrito a círculos acadêmicos e ganhou espaço na conversa pública e na mídia. A pandemia de perguntas sobre laicidade e fé alimenta a presença do tema em debates políticos.
Contexto institucional e agenda política
A administração de Donald Trump avançou na integração de elementos religiosos à máquina pública, com a criação, em 2025, da Comissão de Liberdade Religiosa para orientar políticas internas e externas. Em abril, a comissão criticou a separação entre igreja e Estado.
No ano passado, foi instituída também uma força-tarefa para investigar eventuais vieses anti-cristãos no governo, segundo comunicado da gestão. O objetivo é identificar e combater discriminação institucional contra cristãos.
Percepção por coalizões políticas
O estudo indica diferenças marcantes entre partidos. Entre republicanos, 45% defendem grande influência bíblica na lei; 55% dizem que o governo deve promover valores cristãos sem declarar o cristianismo como religião oficial. Já entre democratas, a separação entre igreja e Estado é amplamente apoiada.
Para a equipe de pesquisa, as mudanças na percepção podem evoluir conforme a geração mais jovem entre na base de respondentes. A sondagem destaca que o tema continua a gerar debates sobre o papel da fé na política e na vida pública.
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