A NCAA (National Collegiate Athletic Association) atualizou sua política de participação de atletas trans, proibindo mulheres trans de competirem em esportes femininos. A mudança ocorreu um dia após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que ameaça cortar financiamento federal para instituições que permitirem a participação de mulheres trans. A nova regra permite que […]
A NCAA (National Collegiate Athletic Association) atualizou sua política de participação de atletas trans, proibindo mulheres trans de competirem em esportes femininos. A mudança ocorreu um dia após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que ameaça cortar financiamento federal para instituições que permitirem a participação de mulheres trans. A nova regra permite que estudantes designados como homens ao nascer treinem com equipes femininas, mas não participem de competições formais.
Anteriormente, a NCAA seguia os padrões do Comitê Olímpico Internacional (COI), que permitia a participação de mulheres trans desde que respeitassem critérios de elegibilidade específicos. A nova política, que entra em vigor imediatamente, se aplica a todos os atletas, independentemente de revisões de elegibilidade anteriores. O presidente da NCAA, Charlie Baker, afirmou que a mudança visa criar padrões claros e consistentes, em vez de um mosaico de leis estaduais conflitantes.
A decisão da NCAA afeta menos de dez dos 530 mil atletas que competem em suas mais de 1.100 universidades. A nova regra se alinha à visão da administração Trump, que define o sexo com base na designação ao nascimento. A ordem executiva também investiga possíveis violações de direitos civis em universidades que permitiram a participação de atletas trans em equipes femininas.
O caso mais notório de atleta trans é o de Lia Thomas, nadadora que não pôde competir nas seletivas para as Olimpíadas de Paris devido às novas restrições. Desde 2022, a World Aquatics já impôs limitações à participação de mulheres trans na natação, exigindo que a transição ocorra antes da puberdade masculina. Essa regra praticamente exclui mulheres trans das principais competições, incluindo as Olimpíadas, refletindo um movimento mais amplo contra os direitos das pessoas trans nos esportes.
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