Desde 2014, o surfe brasileiro ganhou destaque mundial com a Brazilian Storm, que trouxe títulos e o ouro olímpico em Tóquio-2020. No entanto, muitos surfistas enfrentam dificuldades financeiras. Caio Ibelli, que competiu por quase dez anos no Championship Tour, decidiu parar momentaneamente no Challenger Series por falta de patrocínio e para cuidar da família. Ele explicou que os custos das competições são altos e que é difícil recuperar o investimento. Mateus Herdy, outro surfista, também está lutando para se manter no circuito e teve que buscar ajuda para continuar competindo. Ele está tentando aumentar sua renda e reduzir despesas, enquanto sonha em subir para a elite do surfe.
Desde 2014, o surfe brasileiro se destacou globalmente com a Brazilian Storm, conquistando títulos mundiais e o ouro olímpico em Tóquio-2020. No entanto, muitos atletas enfrentam dificuldades financeiras. Recentemente, Caio Ibelli anunciou sua desistência momentânea do Challenger Series devido à falta de patrocínio e à necessidade de priorizar sua situação financeira.
Ibelli, surfista de 31 anos e natural do Guarujá (SP), competiu no Championship Tour (CT) por quase uma década. Ele afirmou que seria injusto arriscar o dinheiro que guardou na carreira para tentar voltar à elite, comparando a situação a “começar do zero em uma empresa”. Sem patrocínio e à espera de um filho, ele decidiu colocar as competições em segundo plano.
Os custos para participar das etapas do Challenger são altos. O surfista destacou que a despesa total pode ultrapassar R$ 20 mil por campeonato, considerando taxas de inscrição, afiliação e despesas de viagem. Com a desvalorização do real, a situação se torna ainda mais complicada para os atletas brasileiros.
Desafios de Mateus Herdy
Mateus Herdy, de 24 anos, também enfrenta desafios financeiros. Ele buscou oportunidades como wild card na primeira divisão para juntar dinheiro, mas parte de sua poupança já foi consumida em gastos no Challenger. Herdy recorreu a contatos do meio para continuar competindo, como o criador de filmes de surfe Logan Dulien e a empresa Surfland.
O surfista catarinense afirmou que está dando o “último tiro” para subir de patamar financeiro e profissional. Ele passou a correr mais etapas do Dream Tour para aumentar sua renda e reduzir despesas. Herdy acredita que muitos surfistas não agem profissionalmente, o que prejudica a evolução do esporte.
Enquanto isso, Ibelli, que possui uma hamburgueria, busca novas oportunidades. Ele expressou tristeza por não poder continuar no Tour, mas vê a chance de estar presente no nascimento de seu filho como um aspecto positivo. Ambos os atletas refletem a realidade desafiadora do surfe brasileiro, onde apenas alguns conseguem se manter na elite.
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