World Aquatics, que regula os esportes aquáticos, criou uma nova regra que proíbe a participação de pessoas envolvidas nos Enhanced Games, um evento que permite o uso de drogas para melhorar o desempenho. Esses jogos, que são uma alternativa às Olimpíadas, não fazem testes de doping e os atletas não precisam informar quais substâncias usam. A primeira edição acontecerá em maio de 2026 e incluirá modalidades como natação e atletismo. A nova regra já está em vigor e se aplica a atletas, treinadores e outros profissionais. O presidente da World Aquatics, Husain Al Musallam, afirmou que a medida visa proteger a integridade do esporte e a saúde dos atletas. Em resposta, Aron D’Souza, presidente dos Enhanced Games, defendeu que seu evento oferece mais liberdade aos atletas. No entanto, a competição tem sido criticada por especialistas em saúde, que alertam sobre os riscos do uso de substâncias proibidas.
World Aquatics anunciou uma nova regra que proíbe a participação de atletas e profissionais envolvidos nos Enhanced Games, um evento que permite o uso de substâncias para melhorar o desempenho. A decisão visa proteger a integridade do esporte aquático e foi divulgada em uma declaração oficial na terça-feira.
Os Enhanced Games, que se apresentam como uma alternativa aos Jogos Olímpicos, não exigem testes para os atletas e não obrigam a declaração de substâncias utilizadas. A primeira edição está marcada para maio de dois mil e vinte e seis e incluirá competições de natação, levantamento de peso e atletismo. A nova norma da World Aquatics entra em vigor imediatamente.
De acordo com a nova regulamentação, qualquer pessoa que participe ou apoie eventos que aceitem o uso de substâncias proibidas não poderá ocupar cargos na organização ou participar de suas competições. Isso se aplica a atletas, treinadores, oficiais de equipe, administradores e representantes governamentais. O presidente da World Aquatics, Husain Al Musallam, afirmou que “aqueles que possibilitam o esporte dopado não são bem-vindos”.
Em resposta, o fundador dos Enhanced Games, Aron D’Souza, defendeu a liberdade dos atletas e criticou a decisão como uma tentativa de proteger um monopólio. Ele afirmou que a competição oferece um ambiente seguro e supervisionado, onde o desempenho é valorizado.
A controvérsia em torno dos Enhanced Games é acentuada por críticas de especialistas em saúde. Dr. Grigory Rodchenkov, que expôs o programa de doping estatal da Rússia, classificou o evento como um “perigo para a saúde e para o esporte”. Travis Tygart, CEO da Agência Antidoping dos Estados Unidos, também condenou a iniciativa, chamando-a de “um espetáculo perigoso”.
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